Lajeado, município onde a tradição e a cultura germânica estão fortemente enraizadas, é o destino da próxima viagem da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA). A apresentação alusiva ao Bicentenário da Imigração Alemã no Rio Grande do Sul acontece nesta sexta-feira, dia 19, às 20h, no Teatro Univates (Rua Avelino Talini, 171). O ingresso já pode ser retirado na Biblioteca Univates em troca de 2 litros de leite.
Com regência do maestro Evandro Matté, o concerto traz grandes nomes, como Beethoven e Bach, e conta com a participação da cantora lírica Raquel Fortes como solista convidada.
Realizado em parceria com a Prefeitura Municipal de Lajeado e a Universidade do Vale do Taquari – Univates, o concerto em Lajeado integra a Série Interior dentro da Temporada Artística 2024 da OSPA, que há mais de 70 anos leva música a todos os cantos do Rio Grande do Sul. “Após as enchentes, os concertos programados dentro do Bicentenário da Imigração Alemã assumiram novos significados. Além de valorizar o legado dos imigrantes, nossa esperança é que a música possa confortar as pessoas”, diz o maestro Evandro Matté.
O programa celebra a herança musical de grandes compositores nascidos na Alemanha, começando com duas peças de Ludwig van Beethoven (1770-1827): “Abertura Coriolano” e “Allegretto”, o segundo movimento da “Sétima Sinfonia”. Outros pilares da música de concerto são celebrados, como Johann Sebastian Bach (1685-1750), Johannes Brahms (1833-1897) e Jacques Offenbach (1819 – 1880). Um favorito do público, o austríaco Johann Strauss II é lembrado com “Valsa do Imperador” e o brasileiro Alberto Nepomuceno é homenageado com “O Garatuja”.
A soprano Raquel Fortes se junta à Orquestra em duas peças. Em cada obra, a cantora interpreta uma personagem marcante do repertório operístico: “A ‘Ária da Boneca’ na ópera de Offenbach é o momento em que apresentam Olympia a Hoffmann, que se apaixona por ela sem perceber que era uma boneca criada para enganá-lo. Além do caráter cômico, traz uma reflexão sobre a busca pela mulher ideal. Já na ária ‘Quel guardo il cavaliere’, na ópera de Donizetti, o fraseado, os ornamentos e o virtuosismo representam muito bem a personagem Norina, uma mulher segura que sabe o que quer”, explica Raquel.