A trama do filme se passa em Brasília, no ano de 1973. No auge da ditadura militar, sete amigos, jovens como a cidade em que moram, sonham viver de teatro. Liderado pelo diretor Léo, o grupo leva adiante nos ensaios de uma peça que tece comparações entre Jesus Cristo e o cangaceiro Lampião. Enquanto a repressão política rola solta na capital federal e a liberdade sexual ainda é tabu, Bia se mostra cada vez mais prisioneira da obsessão de sua mãe, fazendo com que todos questionem, cada vez mais, os conceitos e valores da sociedade.
Produzido com recursos próprios e sem qualquer patrocínio, o filme conta com Emílio Dantas, Ivan Mendes, Françoise Forton e Pedro Nercessian no elenco, além de Paloma Duarte. A produção foi rodada em dez dias no Rio de Janeiro, depois de cinco meses de ensaios com o elenco e um mês de experimentação com movimentos de câmara.
Além de 40 CDs e cinco DVDs, Oswaldo é autor de 18 musicais, sendo que "O Noturno" ficou 19 anos em cartaz no Rio e "A Dança dos Signos", sete. Com "Bandolins" recebeu seu primeiro prêmio, em 1979. As exibições de "Léo e Bia" ocorrem de terças a domingos nas sessões das 15h, 17h e 19h, de hoje até dia 13 de março.