Arte & Agenda

Othon Bastos recebe Kikito de Cristal em Gramado

Festival celebrou as 75 obras cinematográficas protagonizadas pelo ator

Ator ajudou a confeccionar Kikito de Cristal para o futuro
Ator ajudou a confeccionar Kikito de Cristal para o futuro Foto : Halder Ramos/Especial CP
O extenso e consagrado currículo do ator Othon Bastos no cinema foi lembrado pelo Festival de Gramado com a entrega do Troféu Kikito de Cristal, na noite desta sexta-feira, no Palácio dos Festivais. Com a distinção, o festival celebra a força da filmografia do ator, que possui 75 trabalhos no cinema entre longas, curtas e narrações.

Além de receber seu prêmio, Othon ajudou na produção do Kikito de Cristal, que será entregue ao próximo homenageado em 2014. No final da tarde, o ator foi até uma fábrica de cristais em Gramado e conheceu o método de transformação do cristal murano.

Para Othon, Gramado é referência em festivais. “É o evento cinematográfico de maior charme do Brasil. Existe uma energia bonita, algo forte. Que ele nunca perca essa força e carinho", destacou o ator, que sugere a criação de um festival de cinema infantil na cidade.

Sobre seus trabalhos favoritos, Othon cita quatro: "São Bernardo", "Deus e o Diabo na Terra do Sol", "Os Deuses e os Mortos" e "Sermões". Por seu desempenho em “São Bernardo”, em 1974, o ator ganhou o Kikito de melhor ator ao interpretar o sertanejo Paulo Honório. No entanto, outros filmes marcaram época na carreira de Othon, como “O que é isso companheiro?”, “Central do Brasil” e “Abril despedaçado”.

Othon acredita ser o representante da classe artística e dividiu o prêmio com colegas de profissão. “Esse é um prêmio para o ator. Sou apenas o representante de uma classe. É lindo receber o Kikito de Cristal, mas não é para mim. É para todos os atores excepcionais do cinema brasileiro. Estou recebendo uma alma, um coração. E certamente não seria possível sem todos os outros atores com quem trabalhei. Esse prêmio é meu e deles”, reforçou.

O homenageado não escondeu o entusiasmo com as produções brasileiras. "Estamos voltando a ter a mesma força. Antes estávamos engatinhando, agora já alcançamos a adolescência. E o melhor de tudo: o cinema no Brasil está descentralizado. Filmes são feitos em todos os Estados", celebrou.


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