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Outra vez, Jorge Drexler encanta público de Porto Alegre

Músico uruguaio abriu show na Capital com homenagem às vítimas de atentados em Paris

Músico uruguaio abriu show na Capital com homenagem às vítimas de atentados em Paris
Músico uruguaio abriu show na Capital com homenagem às vítimas de atentados em Paris Foto : Marcos Santuário / Especial / CP
Em um Teatro do Sesi quase lotado, Jorge Drexler, o uruguaio mais globalizado dos últimos tempos, encantou na noite deste domingo, sendo aplaudido mesmo antes das primeiras notas. A apresentação foi a última da turnê "Perfume" no Brasil, que fez acompanhada por Luciano Supervielle.

Dez anos depois de sua última estada neste palco, Drexler arrancou com "Moro Judio", em voo solo no palco iluminado por espécie de ampulheta multicolor cenográfica. A letra apropriada para o momento de terror global, pós-ataques em Paris da última sexta-feira, pregando compreensão e convivência na diferença, em paz. Depois explicou que ela estava fora do repertório e entrou por "motivos óbvios".

Já em companhia de Luciano Supervielle, conhecido do grupo Bajofondo, entrou em onda mais amorosa com “Causa y Efecto”, definindo que “a vida cabe em um clique”. Em seguida “para os inocentes que pagam pelos conflitos no mundo” tocou "Una vida lo que un Sol vale..." e "Polvo de Estrella".

Num momento mais reflexivo, Drexler chegou a dizer: “Paro de falar, pois prefiro dizer com as canções”. E seguiu, aplaudido, “toda la vida es sagrada”, com guitarra visceral e percussão eletrônica. “Sanar”, do álbum “12 segundos de Oscuridad” colocou no palco a voz de Violeta Parra, e criou clima romântico nos versos que buscam origem e motivos do amor. E a cura para o coração partido.

Sucessos como “O Pianista do Gueto de Varsóvia”, “La Edad del Cielo”, “Al Otro lado del río”, “Sea” e “Guitarra y Vos” também encantaram desde o palco do Teatro do Sesi.

Para o fim do show, músicas de seu trabalho mais recente, o animado “Bailar en la Cueva” e destacou a integração com a terra onde tocou nesta noite: “Se o Brasil tem alguma porta aberta para a América Latina , esta é pelo Sul”.

Para o bis, tocou e dançou “Bailar en la Cueva”, "Luna de Rasquí", ambas do álbum mais novo, e finalmente “Amar lá Trama”, do disco homônimo e com a necessária “Todo se Transforma".

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