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Pátio da Santa Casa é refúgio de Lucchese

Médico aponta seu lugar preferido em Porto Alegre

Local arborizado é palco de pessoas às pressas e também de descanso nos bancos
Local arborizado é palco de pessoas às pressas e também de descanso nos bancos Foto : Carla Ruas/CP
Uma praça construída há 203 anos e localizada no coração do Hospital da Santa Casa é o refúgio do diretor médico do Hospital São Francisco, o cardiologista Fernando Lucchese. Morador há 46 anos de Porto Alegre, ele conta que o seu carinho pela praça começou quando conheceu a história do local há algumas décadas. “Esse espaço foi ocupado primeiro por escravos, depois pelas famílias mais simples e pelos ricos. Agora, é um local de todos, independente da classe financeira. Essas paredes, que ocupam o entorno da praça, guardam muito da história da Capital”, diz ele.

Além disso, o espaço estimula a religiosidade, inclusive com uma capela. No local, muitos param e fazem suas preces. “Sou muito religioso, antes das cirurgias tinha o hábito de pedir a benção para que houvesse êxito. Essa praça permite um pouco de reflexão”, lembra Lucchese.

A praça da Santa Casa é conhecida pela diversidade de árvores existentes, como a fênix, a paineira, e a acalifa. Pela quantidade de bancos, muitas pessoas, entre funcionários, pacientes e familiares, aproveitam para descansar sob a sombra das árvores. Um dos pontos mais importantes é a estátua em homenagem ao Irmão Joaquim Francisco do Livramento, que idealizou e fundou o Hospital da Santa Casa, focando o atendimento nos pobres, velhos e loucos.

O cardiologista recorda que foi o romantismo na década de 60 que o fez se apaixonar por Porto Alegre. Ele veio para a cidade em 1964, logo após passar no vestibular para Medicina na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). “Nasci em Farroupilha e a minha vida mudou completamente quando vim para Porto Alegre. Passei a viver o romantismo de uma cidade que estava crescendo e que prezava a cultura e os seus costumes antes de tudo”, lembra ele, ressaltando que durante as tardes passeava pelos bares do Bom Fim e na rua dos Andradas quando era estudante.

Entre os momentos mais marcantes, Lucchese aponta o ano de estudos nos Estados Unidos, um dos períodos mais longos que passou fora de Porto Alegre. “Foi impressionante, pois sem perceber, quando estava no avião chegando na cidade, passando pelo Guaíba, comecei a chorar de tanta emoção. Foi quando vi o tamanho da saudade que sentia dessa cidade.”

Entre suas paixões também está o futebol. O cardiologista comenta que não tem como morar em Porto Alegre e não torcer para um dos dois times. “Minha paixão pelo Grêmio começou na faculdade quando, durante os intervalos da aula, corria para ver os treinos nas tardes de quarta-feira.”

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