Arte & Agenda

Público define os rumos de espetáculo que estreia em várias plataformas digitais

“Eu-Casa”, do Parahyba Rio Mulher, pode ser conferido pelo Whatsapp, Instagram e Zoom

Espetáculo estimula as memórias e a relação entre o corpo e casa, a própria história de cada participante e seu estar no mundo.
Espetáculo estimula as memórias e a relação entre o corpo e casa, a própria história de cada participante e seu estar no mundo. Foto : Tarciana Gomes

Comemorando três anos, o grupo paraibano Parahyba Rio Mulher, com sede em João Pessoa, conduz a plateia por um jogo digital no experimento cênico-virtual “Eu-Casa”, hoje, às 20h, na plataforma Mungunzá Digital. No segundo espetáculo do coletivo, o público realiza uma visita à casa do elenco (formado só por mulheres), percorrendo os espaços do lar e os espaços de suas próprias histórias. A performance virtual multiplataforma e interativa conta com recursos do WhatsApp, Instagram e Zoom e acontece ao vivo. A temporada segue até 12 de junho, sempe às sextas e sábados, 20h. 
 
Com dramaturgia de Débora Gil Pantaleão e encenação do próprio grupo, traz no elenco as atrizes Cely Farias, Jinarla, Kassandra Brandão e Natália Sá, que ao lado de Gabriela Arruda e da dramaturga foram as criadoras da montagem. 
Criado durante a pandemia, quando as integrantes passaram os encontros presenciais para a virtualidade, com o objetivo de manter os laços afetivos e de trabalho, “Eu-Casa” teve como disparador as dores e delícias do confinamento. “A falta dos encontros, a busca por afetividade e a construção de uma nova relação com nossas casas estão presentes na montagem”, conta a atriz Natália Sá.
 
Passeio pelas casas

“Eu-Casa” estimula as memórias e a relação entre o corpo e casa, a própria história de cada participante e seu estar no mundo. A interação por vídeo não é obrigatória ao público, mas as atrizes se revelam e, ao compartilhar sua intimidade, provocam cada pessoa da plateia a um passeio pelo tempo-espaço dos aplicativos digitais, dos cômodos da casa e do seu próprio corpo-casa-mundo.
 
O público que ora assiste, ora interage, tem uma participação efetiva, como em um jogo, seja quando interfere diretamente nas cenas, seja na escolha das próximas cenas ou motes. Por meio de enquetes, algumas escolhas são postas a cargo do público, que acaba por determinar os rumos da apresentação e sua própria trajetória neste passeio. O trabalho possui configurações que variam a cada sessão, possibilitando cerca de 144  versões do espetáculo.
 
Para uma conexão entre as histórias e os universos das casas das atrizes, o grupo convidou a escritora paraibana Débora Gil Pantaleão para elaborar a dramaturgia por meio do seu livro de contos “Nem uma vez uma voz humana”, que serviu como inspiração.
 

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