Com a presença de secretários de Governo, fotógrafos e representantes culturais, o ato marcou o início da transformação do prédio em um centro cultural. A primeira-dama e idealizadora do projeto, Sandra Genro, explicou que a ideia é buscar incentivos por meio da Lei Rouanet e aumentar o acervo fotográfico com obras do Museu da Comunicação Hipólito José da Costa. "O Hipólito já está lotado de documentos de toda parte do cinema. Então a parte da fotografia vai vir para cá e, a partir de hoje, nós já estamos com projetos de comprar acervos fotográficos que estão em mãos particulares", salientou.
A primeira-dama anunciou que o Executivo negocia a compra de 1,5 mil negativos de vidro do início do século XX, cujo proprietário detém as obras há meia década. "Estamos com negociações avançadas pra comprar esse acervo e, a partir daí, dar o pontapé inicial pra conseguirmos trazer a memória toda para cá", projetou. Além de garantir maior visibilidade ao prédio, incentivar o acesso à memória fotográfica do RS e realizar obras de restauro do local, o Governo do Estado pretende promover oficinas e encontros. "Queremos trazer fotógrafos aqui para dentro, o setor acadêmico, os alunos de todas as universidades que quiserem fazer convênio conosco", destacou.
Tarso lembrou que o objetivo do governo é promover ações transformadoras que sejam compartilhadas por todos. "Trata-se de integrar a Secretaria da Cultura e potencializar as suas ações num programa de transformação social, econômica e política do Estado", disse. O secretário da Cultura, Luiz Antônio de Assis Brasil agradeceu o apoio do Governo. "É um momento de alegria a criação desse espaço destinado à arte fotográfica."
O projeto contemplará uma área de mostra permanente, outra de exposição temporária, além de biblioteca, auditório, estrutura para atividades educativas e de formação de mão de obra. O principal foco será a fotografia, para a conservação dos registros do Estado em sua história.
Em função da necessidade de adaptar o prédio às características da Fototeca e de torná-lo universalmente acessível, o Centro Cultural Palacinho só terá seu funcionamento pleno após o restauro do prédio, ainda em fase de captação de recursos. Por isso, assim como em 2011, a programação, em 2012, terá apenas atividades artísticas quinzenais abertas ao público. A fototeca já entrará em funcionamento a partir da assinatura do Decreto.