O dia 25 de junho ficará, ainda por muito tempo, como um triste marco na história da música contemporânea. Há exato um ano, morria, em circunstâncias pouco esclarecidas, o astro pop Michael Jackson, aos 50 anos de idade. Michael estava às vésperas de iniciar aquela que seria a sua derradeira turnê, a "This is It", que acabou se transformando num documentário. O mundo se comoveu com o triste fim de um dos maiores nomes da música e os dias que se seguiram ao 25 de junho de 2009 foram de dúvidas, especulações, superexposição na mídia, mas, sobretudo, de saudades, lágrimas e orações dos fãs.
Sua morte comoveu, inclusive, os que jamais se sensibilizaram com sua arte, e também os que o viam como uma aberração, como apenas o freak boy envolvido em escândalos de pedofilia, um menino aprisionado no corpo de um homem, escondendo seus filhos e suas cirurgias plásticas e cada vez mais afundado em dívidas na casa dos milhões de dólares.
Para seus fãs, Michael era único. Para os admiradores, um sem igual na arte da música e da dança, o "Fred Astaire do mundo pop". De garoto pobre de família numerosa ao mais premiado artista do mundo do entretenimento, Michael trilhou um caminho difícil. Abriu mão de sua infância e, antes dos 10 anos de idade, tinha de lidar com questões de um adulto e ainda a violência moral e física por parte de um pai nada afetuoso.
A morte de Michael catapultou o astro ao patamar de mito e o resultado disso se materializou em vultosas cifras. Somente com a venda de discos e direitos autorais estima-se que tenham sido contabilizados mais de 1 bilhão de dólares que, se sabe, foram parar num fundo que está administrando a herança do cantor. Passado um ano, seus filhos, Prince Michael, Paris e Blankett, antes reclusos e que agora vivem sob a guarda da avó paterna, tentam levar uma vida normal e, somente no ano passado, passaram a frequentar uma escola. Antes, eram educados apenas em casa.
Já o médico particular do cantor, Conrad Murray, foi indiciado pela Polícia de Los Angeles pela morte de Jackson, com a acusação de homicídio involuntário por ter ministrado uma dose excessiva do anestésico conhecido como Propofol. Murray já foi ouvido uma vez pela Justiça e, se condenado, poderá ficar quatro anos preso.
Como o 16 de agosto (morte de Elvis) e o 8 de dezembro (assassinato de John Lennon), este 25 de junho será marcado por uma série de homenagens pelo mundo todo. O programa jornalístico "Câmera Record" exibe, a partir das 23h, o especial "Michael Jackson, A Entrevista Definitiva", com dois documentos históricos: a mais polêmica entrevista do astro e a reação, não menos intensa, de seu pai, o folclórico Joe Jackson.
Na Record News, o programa "Zapping", às 15h, mostra as ações póstumas em homenagem ao artista, como leilões, homenagens, danças, livros, exposições. O programa será encerrado com trechos dos melhores clipes do astro. Antes, às 10h, o "Arquivo Record" revela detalhes da carreira de Michael, os sucesso e as polêmicas que sempre o cercaram. Já o documentário "This is It" ganha exibição no próximo dia 30, a partir das 21h, no Warner Chanel. E a rede americana CNN vai levar ao ar, a partir do dia 3, o documentário "The Final Days", com os últimos momentos de vida de Michael Jackson.
Para não esquecer Michael Jackson
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