Arte & Agenda

Parceiros juntos outra vez em tributo a Bebeto Alves

Antonio Villeroy, Gelson Oliveira e Nelson Coelho de Castro realizam show em homenagem ao parceiro histórico, morto em 2022, nesta quarta, no Grezz

Antonio Villeroy, Gelson Oliveira e Nelson Coelho de Castro diante do elevador com porta pantográfica do Edifício Hudson, sede do Correio do Povo
Antonio Villeroy, Gelson Oliveira e Nelson Coelho de Castro diante do elevador com porta pantográfica do Edifício Hudson, sede do Correio do Povo Foto : Ricardo Giusti

Depois de cinco anos sem estarem juntos no mesmo palco, Gelson Oliveira, Nelson Coelho de Castro e Antonio Villeroy farão um show em homenagem ao amigo, parceiro e grande artista, Bebeto Alves, que nos deixou em 7 de novembro de 2022. A apresentação do projeto Juntos será nesta quarta-feira, 13 de agosto, às 21h, no Grezz (rua Almirante Barroso, 328), com poucos ingressos restantes na Sympla.

O coletivo Juntos reunindo os quatro cantautores teve sua estreia em 1997, com mais de 1,5 mil pessoas no Auditório Araújo Vianna, e durou até a partida de Bebeto em 2022, com turnês paralelas às carreiras individuais dos músicos. Juntos, eles gravaram dois álbuns e realizaram uma centena de shows em cidades do Brasil, Uruguai, Argentina e diversos países da Europa, como França, Áustria e Alemanha.

Nesta noite do Grezz, Humberto Gessinger será o convidado especial, trazendo o lado roqueiro do Bebeto, que era um dos ingredientes do quarteto. Humberto e Bebeto aproximaram-se artisticamente nos últimos anos de vida do cantautor uruguaianense, o que resultou em diversas parcerias e gravações. Ele irá participar das canções “Aeiou” (do Bebeto, gravada por Humberto e Duca Leindecker) e Milonga Orientao (Bebeto e Humberto).

No repertório do show, ainda há destaques para Vim Vadiá (do Nelson), Tempo ao Tempo (do Gelson), “Sinal dos Tempos” (Antonio e Bebeto), além de “Povoado das Águas”, “Pedra da Memória”, “Borogodó dos Cafundó” e “Ouro Sol Amarelo Verão” (todas compostas pelos quatro músicos, entre outras.

BEBETO ALVES

“O Bebeto era o lado mais roqueiro da gente e ele sempre imprimia este tipo de energia. Quando estávamos conversando de fazer o show, logo pensamos no Humberto, que foi um parceiro dele nos últimos anos. Já tinha gravado o ‘Aeiou’ com o Duca. E depois fizeram duas ou três composições em parceria e aí fizeram ‘Milonga Orientao’, que gravaram, fizeram clipe e ali a gente via o encontro de duas gerações dialogando sobre um tema comum. Dois artistas dialogando sobre o RS e suas fronteiras”, ressalta Villeroy.

“Eu conheci o Bebeto Alves foi na casa de uns amigos em um sarau na Zona Sul de Porto Alegre. Eu já tinha assistido o grupo que ele tinha, o Utopia, e achei uma coisa diferente. Era uma outra leitura, tinha algo de liberdade de criação. Depois participei da Cooperativa dos Músicos - Compor e fomos afinando e estreitando a amizade até quando nos juntamos com o Juntos em 1997”, lembra Gelson.

“Eu já conhecia o Bebeto pelo Utopia, ouvia na rádio e ia a shows dele na PUC e na Assembleia, mas eu não o conhecia. Em 1978, o Geraldo Flach, o Juarez Fonseca e o Sepé Tiaraju de Los Santos convidam para fazer o disco “Paralelo 30”. Eram três da geração anterior, Raul Ellwanger, Claudio Vera Cruz e Carlinhos Hartlieb e três da ‘nova’ geração, o Bebeto, o Nando D’Ávila e eu. A gravadora Isaec ficava na Senhor dos Passos e depois de uma reunião eu subi a ladeira conversando com o Bebeto e o papo foi longe. Ali naquele momento a gente entrou na cidade para o resto da vida”, conta Nelson Coelho de Castro com saudosismo.

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