Ocupando uma área de 3 mil metros quadrados, a feira tem vários estandes de livreiros e editoras. “Ela antecede a grande Feira do Livro. É mais filantrópica, pois é voltada para escolas e entidades culturais e assistenciais. As crianças terão a oportunidade de vivenciar a praça e o livro, o que é muito lúdico”, comentou Levitan, que considera a literatura infantil negligenciada, mas de grande importância.
“O livro infantil é considerado um gênero pequeno, mas os grandes personagens da história vieram desses livros. A literatura infantil ajuda na alfabetização das crianças e a fazê-las pegar o gosto pela leitura”, afirmou.
A Feira do Livro de Porto Alegre vê um grande crescimento a cada edição da área de literatura infantil, lembrou Levitan. “As escolas são as grandes beneficiadas com a Feira do Livro Infantil, pois receberam muitos livros. Geralmente, as bibliotecas não têm obras infantis e infanto-juvenis, Os governos deveriam ter essa preocupação”, destacou o patrono
Sobre a modernidade, Levitan criticou quem pensa que a literatura não pode se aliar com a Internet. “O livro e a Internet são entidades que devem andar juntas. Devemos nos preocupar com a educação infantil para não termos mais adultos que são analfabetos funcionais. Os clássicos da literatura são grandes contestadores das sociedades. Pinóquio, Alice no País das Maravilhas e Peter Pan, por exemplo, ainda hoje nos dão lições de como devemos lidar com a criança, de como a sociedade explorava-as com o trabalho infantil, dos maus tratos e da falta de educação, saúde e alimentação”, completou.