• Blog do Juremir: Arte de Paulinho da Viola expressa uma sabedoria serena
E o que era para ser uma apresentação transformou-se numa verdadeira aula de samba, simpatia e, claro, boa música. O veterano músico carioca desfilou alguns de seus principais sucessos da carreira – que já tem quase 40 anos. “Onde a dor não tem razão”, “Coração Imprudente”, “Timoneiro” e “Argumento” foram alguns dos sucessos tocados por Paulinho, que, por vezes, entre uma música e outra, contava alguma história ou um bastidor relacionado à letra ou à melodia.
Se não bastasse, a noite também foi de homenagens a compositores e escolas de samba, inclusive a Mangueira, tradicional rival da Portela de Paulinho. A verde e rosa foi celebrada em “Sei Lá Mangueira”. Amigo do pai do sambista, Jacob do Bandolim teve em sua honra o choro instrumental “Inexplicável”, executado por dois músicos do sexteto que acompanhou o protagonista da noite em Porto Alegre.
“Nervos de Aço” vira ponto alto da noite
Filha de Paulinho, a cantora Beatriz Faria esteve no palco para interpretar “Só o tempo” num dos pontos altos da noite. Ao público porto-alegrense, Paulinho da Viola não deixou faltar “Nervos de Aço”, de Lupicínio Rodrigues, cantada quase à capela no Araújo Vianna, já no bis – pouco antes, “Coração Leviano” fez o público soltar a voz, assim como a última do show, a homenagem à Portela “Foi um rio que passou em minha vida”.
Após uma hora e meia, Paulinho da Viola deixou o palco sob efusivos aplausos e com boa parte do público na beirada do palco, dançando após deixar para trás as cadeiras numeradas e sequer lembrando de quaisquer outros eventos da noite.