Adaptação da peça homônima que levou mais de um milhão de espectadores aos teatros pelo Brasil. O filme orçado em R$ 5,5 milhões, acompanha as peripécias de Dona Hermínia (Paulo Gustavo), uma mulher de meia idade, aposentada e sozinha, tem como preocupação maior cuidar dos filhos Marcelina (Mariana Xavier) e Juliano (Rodrigo Pandolfo). Mas agora que eles cresceram e não param de confrontá-la, a solução será dar um gelo e sair de casa. Sem um trabalho ou um companheiro, a dona de casa resolve desabafar com a tia idosa (Sueli Franco). Esta personagem exagerada inspirada na mãe de Paulo Gustavo, dona Dea, acaba cativando o público pela identidade mais básica daquela mãe que vive pelos filhos e se esquece de si, acaba sendo rotulada de chata, mas o amor sempre prevalece, numa comédia com pequenos tons de drama.
A adaptação para o cinema dá vida aos personagens mencionados por Dona Hermínia na peça. Conhecemos sua rival Soraya (Ingrid Guimarães), a atual mulher de seu ex-marido, o seu ex Carlos Alberto (Herson Capri), além da hilária empregada Valdéia (Samantha Schmütz), a irmã Iesa (Alexandra Richter), sua tia Zélia (Suely Franco) e seus filhos Marcelina (Mariana Xavier), Juliano (Rodrigo Pandolfo) e Garib (Bruno Bebianno).
O Correio do Povo entrevistou o criador e protagonista Paulo Gustavo e o diretor gaúchos André Pellenz. Eles falam sobre a personagem e como foi transpor a peça para o cinema, entre outros assuntos.
Correio do Povo – Quem é esta mãe que virou uma peça e um filme?
Paulo Gustavo - A Dona Hermínia é uma mulher de meia idade, o marido a largou por uma mulher mais jovem e ela fica em casa vivendo para os filhos. Ela é sozinha, mas é muito divertida, muito amável e cativante. A personagem é inspirada na minha mãe, dona Dea. Boa parte das histórias que estão no filme são reais, como a morte do meu primo e a ida a boate para me trazer de volta para casa, que no filme se dá com a Marcelina".
Correio do Povo - Como foi transpor a peça para o cinema?
André Pellenz - O filme mantém o espírito da personagem do teatro, mas também vai agradar àqueles que não conhecem a história. O público terá oportunidade de conhecer o passado de Dona Hermínia, e finalmente ver os filhos, o ex-marido, e todo o hilário universo que a cerca - além de novos personagens. A Dona Hermínia da peça é diferente. Se você ler a peça é um drama. A gente trouxe Niterói porque as coisas aconteceram lá. Na peça é um monólogo, a voz dos filhos é gravada. A gente não tentou fugir da peça de teatro.
Correio do Povo - Qual o segredo do sucesso da peça e o que deve cativar o público nos cinemas?
Paulo Gustavo - Acho que o "Minha Mãe é uma Peça" tem uma identificação com o público imediata, é um assunto comum a todos. Todos têm mãe ou alguém que pense neles, ainda mais desta maneira amorosa, neurótica, obsessiva e divertida. Esta personagem está dentro de mim há tempo, ela tem CPF e endereço. Comecei a personagem na peça "Surto" a convite da Samanta Schmütz, a Valdeia no filme. Era uma esquete de oito minutos. Depois, pensei, ah eu posso criar um monólogo e a personagem foi para o programa "220 Volts", no Multishow. O assunto de transformar a peça em um filme foi no Divã, quando eu e o meu empresário Marcos Montenegro conversamos com a produtora Iafa Britz. a ponta, e houve uma conversa minha, com a produtora Iafa Britz e o meu empresário Marcos Montenegro.
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