Arte & Agenda

Peça com Juliana Martins e Alexandre Borges chega a Porto Alegre

"Eu Te Amo" fica em cartaz de hoje e sexta-feira no teatro do Bourbon Country

Juliana Martins e Alexandre Borges atuam juntos em adapção de Arnaldo Jabor
Juliana Martins e Alexandre Borges atuam juntos em adapção de Arnaldo Jabor Foto : Marcos Morteira / Divulgação / CP
Adaptações de textos de Arnaldo Jabor e Arthur Miller - este, inédito no Brasil - ganham exibição nos teatros de Porto Alegre. Nesta quarta e sexta-feira, às 21h, no Teatro Bourbon Country (Túlio de Rose, 80), “Eu Te Amo”, de Arnaldo Jabor, terá no elenco Juliana Martins e Alexandre Borges. Sexta e sábado, às 21h, e domingo, às 18h, no Theatro São Pedro (Praça da Matriz, s/n) tem “A Descida do Monte Morgan”, com texto de Arthur Miller.

Amor, dor de amor, desejo, ilusão, sexo...coisas de todo mundo e de todos os tempos. “Eu Te Amo”, com direção de Arnaldo Jabor, é considerado um texto sexy. Não é. É um texto sobre a sexualidade. Às vezes é drama, às vezes é comédia - é patético como nossa solidão afetiva.

O espetáculo mostra um casal, suas diferenças e questionamentos sobre o amor e os relacionamentos. “Eu Te Amo” fala de desejo e atração momentâneos, mas também da carência que vem depois, de um certo vazio, da falta de amor, de rejeição. Uma peça sobre o que seria uma história de amor. Uma fantasia romântica sobre o desejo e a paixão. A peça se dirige a homens e mulheres que buscam entender melhor o amor e o relacionamento de um casal. O texto que deu origem ao filme de 1981, se renova, não só por tratar de afetos contemporâneos como paixão, rejeição, desejo, carência, derrota, como também por brincar com a fronteira entre verdade e mentira, ficção e realidade, que é, praticamente o espírito da atualidade.

Em “A Descida do Monte Morgan”, Ary França vive o apaixonante e dividido Lyman Felt, um homem de sucesso, bígamo, filho de judeus e albaneses, que conseguiu fundar sua própria empresa de seguros e tornar-se um dos homens mais respeitados dos Estados Unidos. Fiel a seus sentimentos única e exclusivamente, Lyman envolve suas duas mulheres, interpretadas por Lavínia Pannunzio e Samya Pascotto, numa vida de mentiras. No entanto, a peça não trata apenas de uma típica história de triângulo amoroso, tampouco um questionamento moral sobre monogamia e bigamia. Vai além dos questionamentos plausíveis de uma traição.
A montagem de Villaça envolve o espectador numa história eletrizante, onde as personagens transitam por estados, emoções e tempos, resultando num jogo ágil e teatral por excelência.

Bookmark and Share

Guia de Programação: a grade dos canais da TV aberta desta terça-feira, dia 20 de outubro de 2026

As informações são repassadas pelas emissoras de televisão e podem sofrer alteração sem aviso prévio