A atriz encarna a árabe Nawal, no trabalho que dedica a Zuzu Angel e a todas as mães da ditadura. Enfrentando décadas de interminável guerra civil, a protagonista passa seus últimos anos em voluntário exílio no Ocidente, onde morre e deixa em testamento uma difícil missão para seu casal de filhos gêmeos (papéis de Felipe de Carolis e Keli Freitas) encontrar o pai e também um irmão, perdido em seu remoto passado no Oriente, que nem sabiam existir.
Afastada do palco há sete anos, Marieta, que atualmente se prepara para a última temporada de “A Grande Família”, interessou-se pelo projeto pela identidade com a realidade brasileira, que enfrentou uma guerra civil com desaparecimentos nunca resolvidos e mortes por violência, define. “É sobre resgatar a própria história, sobre dois filhos que precisam reconstruir a identidade da mãe antes de procurar a deles”, conclui.
No Festival de Circo, desta sexta até domingo, às 21h, tem vez “O Que me Toca é Meu Também”, com acrobacias aéreas do coletivo Instrumento de Ver (Brasília), no Teatro de Câmara (República, 575). Já a infantil “Cinderela” estará no Teatro Feevale, em Novo Hamburgo, desta sexta a domingo e no Teatro Bourbon Country, de 28 a 30 de março.