Um homem apresenta um cronograma sobre as possibilidades de sucesso e fracasso, na angustiante tarefa de pedir um aumento salarial ao seu superior hierárquico. Ao longo das tentativas, o ridículo da situação aparece, no texto, com a estrutura semelhante a uma palestra de autoajuda - ou "antiajuda", como fala o diretor, Guel Arraes - ao retratar os meandros de uma grande empresa, ironizando a vida moderna e o mundo corporativo. Após "O Burguês Ridículo" (1996) e "O Bem Amado" (2007), este é o terceiro projeto conjunto do diretor com Marco Nanini, que há três anos fez "Pterodátilos", que lhe rendeu vários prêmios.
Da obra de Erico Verissimo, "Incidente em Antares" é uma adaptação do grupo Cerco, que fica no Teatro de Câmara (República, 575), de quintas a sábados, 21h, e domingos, às 20h. Inês Marocco dirige a peça que se passa numa cidade gaúcha fictícia, em 1963, quando uma greve geral paralisa a cidade.
Durante a paralisação, sete pessoas morrem e, não sepultadas, levantam das esquife, reivindicando seus enterros. Elas vão à praça pública, com seus corpos em decomposição, e expõem a podridão da comunidade local, incluindo autoridades.
Comemorando Machado de Assis
Já no Teatro Sesc (Alberto Bins, 665), hoje, às 21h, Elisa Lucas faz a última apresentação de "Confesso que Capitu", justamente no dia em que é celebrado o 174º aniversário de nascimento de Machado de Assis. A atriz aborda a personagem de 'Dom Casmurro' sob o ponto de vista do desejo, direcionado a seu amor de infância, o ex-seminarista com quem se casa.