Arte & Agenda

Peça "Imobilhados explora convivência em edifício usando máscara expressiva

Produção do grupo Máscara EnCena estreia nesta sexta em Porto Alegre

Peça faz uso de máscara expressiva, técnica que não permite o recurso da fala ao ator
Peça faz uso de máscara expressiva, técnica que não permite o recurso da fala ao ator Foto : Fabrício Simões / Divulgação / CP
Usando a técnica da máscara expressiva, o espetáculo "Imobilhados" estreia nesta sexta-feira em Porto Alegre com os dilemas, a intimidade e os desafios da convivência entre moradores de um prédio de apartamentos como pano de fundo. A primeira produção do grupo Máscara EnCena poderá ser conferida da sextas a domingos até o dia 18 de junho na Sala Álvaro Moreyra (Erico Verissimo, 307). O valor dos ingressos varia entre R$ 20 e R$ 40.

A escolha da máscara expressiva - técnica que não permite o recurso da fala ao ator, fazendo com que a interpretação seja feita por meio de gestos, ações e movimentos coreografados - serve como um convite para que o espectador testemunhe fragmentos da vida dos moradores. Em cena, os atores revelam as particularidades de personagens e expõem seus segredos, anseios e fragilidades, bem como expressam suas paixões e conflitos através de estados corporais, que são ações acompanhadas de sentidos, como, por exemplo, o “estado da alegria” ou “estado da depressão”.

Para dar vida ao edifício, o cenário da peça é composto por uma estrutura em andaimes com dois andares, simulando oito apartamentos e um elevador, construído em plena sala Álvaro Moreyra. Cada apartamento representa um universo particular que dialoga com a personagem correspondente, entre os quais estão uma mulher carente e romântica, um homem recém-chegado de uma cidade do interior, um velho ranzinza, uma mulher bem resolvida e hippie e a síndica maníaca por limpeza. 

O grupo, formado em 2014 pelos atores Alexandre Borin, Camila Vergara, Fabio Cuelli e Mariana Rosa, estudou diferentes territórios teatrais que possuem a máscara como expoente para a criação do espetáculo. As principais referências artísticas foram a Cia Familie Flöz, na Alemanha e a École Philippe Gaulier, na França. Depois do levantamento, o grupo convidou a diretora Liane Venturella para comandar a direção da peça. 

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