No novo trabalho, o Caixa-Preta investigou um outro estilo de interpretação: do distanciamento crítico, proposto por Brecht, em seu famoso método. "Trabalhei com o método de Brecht, mas mantive a pesquisa baseada nos elementos da cultura afro-brasileira", explica Javier Moná. Neste sentido, a relação com o público não será convencional, quebrando como a possibilidade de ilusão que uma peça de teatro em espaço convencional pode gerar. Na prática, significa que os atores se revezarão na atuação dos diversos personagens, cada qual oferecendo sua própria maneira de interpretação, a partir de suas experiências e vivências pessoais.
A trilha sonora terá a função de ligar as cenas e sustentar o universo simbólico proposto. Sob a direção musical de Luiz André da Silva, as canções serão executadas ao vivo, com influências de ritmos angolanos e nordestinos.