O cineasta espanhol Pedro Almodóvar assinou um manifesto pedindo a libertação imediata de todos os presos políticos cubanos, disse nesta terça-feira sua produtora, a El Deseo. Almodóvar se juntou ontem ao manifesto "Orlando Zapata Tamayo. Acuso o governo cubano", lançado por meio de um blog espanhol na sexta-feira e já assinado por outras personalidades do mundo da cultura, entre elas, o escritor peruano Mario Vargas Llosa e 5 mil cidadãos.
Este manifesto pede "a libertação imediata e incondicional de todos os presos políticos nas prisões cubanas; pelo respeito ao exercício, à promoção e à defesa dos Direitos Humanos em qualquer parte do mundo".
O documento denuncia a morte, no dia 23 de fevereiro do dissidente cubano Orlando Zapata "injustamente encarcerado e brutalmente torturado nas prisões castristas, morto em greve de fome denunciando estes crimes e a falta de direitos e de democracia em seu país".
O parlamento europeu condenou na semana passada a morte "evitável" de Zapata, o que gerou uma resposta do parlamento cubano e da imprensa local, que acusam os europeus de serem lacaios dos Estados Unidos.
Países da América Latina, como Brasil, Bolívia e Uruguai defendem o governo cubano neste tema.
O governo de Raúl Castro nega a detenção de presos políticos (cerca de 200 segundo os dissidentes), afirmando que são "mercenários" pagos pelos Estados Unidos, que impõem há 48 anos um embargo contra a ilha.
Pedro Almodóvar assina manifesto contra governo cubano
Documento pede a libertação imediata e incondicional dos presos políticos no país