A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa) apresenta hoje, pela primeira vez na sua trajetória de 60 anos, a "Sinfonia nº 9 em Ré Maior" de Gustav Mahler, às 20h30min, no Salão de Atos da Ufrgs (Paulo Gama, 110). Reconhecido mundialmente como especialista em Mahler (1860-1911), Isaac Karabtchevsky já executou a Sinfonia com outros grupos de músicos. A orquestra gaúcha, há sete anos sob a direção artística de regente, já tocou outras obras de Mahler, como as sinfonias 1, 2, 3, 4 e a nº 8, referenciada como "Sinfonia dos Mil".
No palco da apresentação da "Sinfonia nº 9" de Mahler (80 minutos) estará a maior formação da orquestra, com 110 músicos. Os ensaios para o concerto iniciaram há um mês, com os artistas organizados em naipes ensaiando em diversos locais da cidade até reunir a orquestra. Composta em 1909 e estreada em 1912, pouco mais de um ano após a morte de Mahler, a Nona Sinfonia possui quatro movimentos. Dois lentos emolduram dois rápidos. Todos em tonalidades diferentes, algo que jamais se ouvira em qualquer sinfonia composta por quatro movimentos.
"O final dessa sinfonia sempre me leva às lágrimas, e eu já a regi mais de cem vezes", disse o maestro na sexta-feira, após um dos ensaios. "Mahler estava gravemente doente quando a compôs, tanto que morreu sem tê-la ouvido. Essa é uma obra que expressa toda a tristeza do compositor, é profunda, desafiadora e exige que os músicos façam mais do que apenas ler as notas. Exige que a orquestra entenda o que se passa por trás das notas", contou Karabtchevsky.
Reconhecido regente, compositor e orquestrador, o austríaco Mahler se revela nas sinfonias. Complexas e enormes, tanto na duração quanto na quantidade de músicos necessários para sua execução.
Pela primeira vez em sua trajetória, Ospa apresenta a Nona de Mahler
Concerto ocorre hoje no Salão de Atos da Ufrgs