Em “Retratista de Satolep, Um Olhar de Paulo Rossi”, os leitores ganharão 256 oportunidades de conhecer um pouco mais dos 24 anos de carreira do fotojornalista, em seu primeiro livro publicado. O lançamento ocorre nesta quinta-feira, dia 18, a partir das 18h, no Museu do Doce da UFPel (Praça Coronel Pedro Osório, Casarão 8).
O apanhado passa por patrimônio histórico, música, carnaval, retratos, futebol. Um recorte que contempla mobilizações sociais, visitas presidenciais, meio ambiente, incêndio, enchente.
“São trajetórias que se misturam. Tem um pouco da minha trajetória e um pouco da história de Pelotas por onde eu andei”, ressalta Paulo Rossi. “É um pouco do que eu vi da cidade e um pouco do que a cidade me mostrou durante esse tempo”. E nesse processo de descoberta da caminhada de Rossi não só por Satolep, mas também por municípios da região, os leitores terão acesso às histórias por trás das fotos.
O livro foge aos costumeiros padrões. Não há sumário. Não há divisão por capítulos. Não há legenda na maioria das fotos. As transições são feitas pelas próprias imagens, que vão conduzindo os apreciadores por diferentes temas. E não foi um processo fácil. Paulo Rossi fez uma primeira triagem e partiu de um total de 4 mil fotos até chegar às 256 que estão estampadas em Retratista de Satolep. Uma etapa longa e dura, que precisou contar com o apoio do fotojornalista e amigo Moizés Vasconcellos, editor de fotografia do livro.
Sobre Paulo Rossi
Paulo Rossi nasceu no Rio de Janeiro, mas veio morar em Pelotas aos três anos de idade. A carreira como fotojornalista se consolidou nos 19 anos em que trabalhou na redação do Jornal Diário Popular, além de atuar também como colaborador dos jornais Correio do Povo, Zero Hora e Folha de São Paulo; além das revistas Brasileiros e Aplauso.
Suas fotografias já circularam em exposições em diferentes pontos do país, como Brasília, São Paulo, Bahia e Porto Alegre e chegou inclusive a outros país, como a Colômbia. O reconhecimento também se converteu em inúmeros prêmios, com destaque ao concedido pela Associação Riograndense de Imprensa (ARI) e às quatro premiações do Direitos Humanos de Jornalismo, promovido pelo Movimento de Justiça e Direitos Humanos.
As fotografias de Rossi também fazem parte de 21 publicações literárias e algumas científicas, além de capas de CDs e DVDs. Ainda atuou como fotógrafo still de cinema para o filme Concerto Campestre e acumula experiência como professor substituto da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) nos cursos de Artes Visuais e Cinema e Animação.