Com três álbuns gravados, "Palo y Mano", "Emotivo" e "Puro Sentimiento", o Rey Tambor distende as fronteiras do candombe tradicional. No repertório, além de clássicos do gênero que ainda não haviam sido registrados, há espaço para composições de Hugo Fattoruso e versões de canções conhecidas levadas neste ritmo, como "Nos Bailes da Vida", de Fernando Brant e Milton Nascimento.
Os jovens responsáveis pelo "cuerda" - que é o conjunto dos três tambores da formação - fazem parte de uma linhagem de luthiers, compositores e intérpretes de candombe em Montevidéu. As melodias e letras ficam a cargo do pianista Fattoruso. A sonoridade é o candombe, ritmo afro-uruguaio que utiliza três tambores - piano, chico e repique. O piano é a base rítmica do candombe. Desempenha um papel similar ao do contrabaixo. É o de maior tamanho e de registro mais grave.
O chico, pequeno, funciona como um pêndulo rítmico. É o de menor tamanho e com o registro mais agudo dos três. Por fim, o repique, que adorna a textura com frases improvisadas. Eles são tocados com uma mão aberta e uma baqueta na outra. Para caracterizar o candombe, ritmo que integra a cultura uruguaia e tem mais de 200 anos, pelo menos um de cada dos três tambores deve estar presente na formação.