Arte & Agenda

Performance provoca reflexão sobre memória e eternidade

"Qual a Razão de Tudo Isso, Eu Sempre Penso”, com Julio Adrião, tem transmissão às 18h de hoje, pelo Bossa Criativa

Ator Júlio Adrião, que apresentou em Porto Alegre "A Descoberta das Américas", mostra novo trabalho autoral
Ator Júlio Adrião, que apresentou em Porto Alegre "A Descoberta das Américas", mostra novo trabalho autoral Foto : Maria Elisa Francord

 Na vídeo performance “Qual a Razão de TudoIisso, Eu Sempre  Penso”, Julio Adrião parte de texto autoral escrito em 1986 para fazer uma reflexão sobre memória e eternidade. A obra foi produzida especialmente para o Bossa Criativa – Arte de Toda Gente, projeto que resulta da parceria da Funarte com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com curadoria de sua Escola de Música. O objetivo é a produção de oficinas e apresentações de diversas linguagens, como pocket shows, performances e vídeos de capacitação. A estreia será realizada às 18h desta sexta-feira, no site www.bossacriativa.art.br.

“A oportunidade criada pelo site bossa criativa, foi uma provocação para que eu e a diretora de fotografia Thais Grechi, colocássemos em prática uma antiga vontade de fazermos um primeiro curta juntos, dividindo e colaborando em todas as funções”, conta o ator, produtor e diretor teatral. O texto inclui fragmentos de “Utopia”, de Thomas More, “La Libertà” de Giorgio Gaber e “O Enteado”, de Juan José Saer. Segundo o artista, a ideia se materializou num plano mosaico sequência, editado com imagens dos ensaios e do dia da gravação oficial que, misturadas e repetidas, revelaram em sua estética a reflexão sobre a memória, a perenidade, o improviso e a finitude, que eram originalmente os assuntos que o roteiro abordava, por meio dos textos escolhidos.

Ator, produtor e diretor teatral, Julio Adrião nasceu no Rio de Janeiro, em 1960, e se formou pela Casa das Artes de Laranjeiras (CAL). Em 1986, foi para a Itália, onde trabalhou por seis anos com o Teatro Potlach e em outras companhias e, mais tarde, Integrou a Cia de Público. Em 2005, com o solo narrativo "A Descoberta das Américas", de Dario Fo, ganhou o Prêmio Shell/RJ de Melhor Ator. Na TV, ele participou, entre outras, da minissérie "Amazônia, de Galvez a Chico Mendes", de Gloria Perez, e "Dois Irmãos". Sua estreia no cinema foi com o filme "Verônica" (2009), de Maurício Farias, e desde então, participou de mais de uma dúzia de filmes.

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