Este é o primeiro de uma trilogia de filmes baseados no livro “O Hobbit'”, do escritor britânico J.R.R. Tolkien. Os três filmes contam uma história contínua, ambientada 60 anos antes de “O Senhor dos Anéis”, que Jackson e sua equipe de filmagem já adaptaram para a telona em uma trilogia de sucesso.
A história começa com Bilbo Bolseiro (Martin Fereman), um jovem vivendo tranquilamente em sua casa. Ele é procurado pelo mago Gandalf, o Cinza (Ian McKellen), para ajudar um grupo de 13 anões, que teve seu reino destruído por um dragão.
O objetivo é realizar uma missão e retomar ao reino, localizado na Montanha Solitária. A princípio, Bilbo se recusa, mas depois parte junto com o grupo. A narrativa vai acompanhando a jornada de Bilbo, que, do conforto do lar, é iniciado em uma aventura como uma espécie de mochileiro da “Terra-Média”, o universo fantasioso em que transcorre a história e tem direito a um mapa e um anel misteriosos. Bilbo também passa a empunhar uma espada com alerta para a presença de orcs, seres monstruosos e malvados que caçam os anões.
O filme, com 2 horas e 50 minutos de duração, é um tanto longo. Ao que parece, o diretor quis se ater a todos os detalhes apresentados no livro. Mas isso tornou o longa-metragem cansativo em alguns momentos, em especial quando os anões começam a cantar. O ponto alto da produção é o seu apuro estético, em paisagens belíssimas da Nova Zelândia e efeitos especiais primorosos.