Aos 74 anos, o norte-americano Philip Glass é considerado um dos compositores mais prolíficos da atualidade. Na apresentação em Porto Alegre, Glass mostrará ao público um programa que exibe seu mais recente "Estudos para Piano" e também peças para violino e piano. No show, com duração prevista de uma hora e vinte minutos, o músico será acompanhado pelo violinista Tim Fain. Glass interpreta pelo menos três dos seus estudos para piano, partes de "Metamorphosis", "Partita" e "Music from the Screens" ("Música para as Telas"), além de músicas do quilate de "Night on the Balcony", Closing" e "Mad Rush".
Sempre associado à criação da música minimalista, rótulo que nega, Glass é autor das trilhas de filmes documentais e ficcionais. No seu currículo, estão a trilogia Qatsi: "Koyaanisqatsi" (1982), "Powaqqatsi" (1988) e "Naqoyqatsi" (2002), além de obras, como "Mishima" (1985), "Kundun" (1997) e "O Ilusionista" (2006), e filmes que lhe renderam indicações ao Oscar de Melhor Trilha Sonora: "As Horas" (2002) e "Notas Sobre um Escândalo" (2006). Recentemente, compôs a trilha para o brasileiro: "Nosso Lar", de Wagner de Assis, baseado na obra do médium mineiro Chico Xavier. No Brasil, Glass foi criticado pelo álbum "Itaipu" (1989), com elogios ao projeto que causou danos ao meio ambiente, em Foz do Iguaçu (PR).