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Pinacoteca Ruben Berta é reinaugurada em prédio restaurado de Porto Alegre

Banda Municipal abriu cerimônia antes de caminhada no Centro Histórico

Banda Municipal abriu cerimônia antes de caminhada no Centro Histórico
Banda Municipal abriu cerimônia antes de caminhada no Centro Histórico Foto : Ivo Gonçalves/PMPA/Divulgação CP
O prédio 973 da rua Duque de Caxias, no Centro Histórico de Porto Alegre, tombado e restaurado, agora abriga 125 obras da Pinacoteca Ruben Berta. A inauguração aconteceu nesta segunda-feira e reuniu autoridades, artistas plásticos, produtores culturais e apreciadores das artes. A programação começou com uma apresentação da Banda Municipal na Praça Montevideo e performances dos grupos que participam das oficinas do projeto de descentralização da cultura. Em seguida, todos seguiram na chamada “Procissão dos 25”, uma caminhada do Paço dos Açorianos, onde o acervo estava guardado, até o casarão da Duque, simbolizando a transferência da coleção de um local a outro.

Na Pinacoteca, a cerimônia de inauguração contou com a presença das netas de Ruben Berta, Suzana Záchia e Elizabeth Santanna. Depois do descerramento da placa inaugural e do corte da fita, os convidados puderam conhecer as instalações e conferir as obras. O secretário municipal de Cultura, Roque Jacoby, destacou que o local também deve receber outras atrações. “Além de termos um espaço multiuso cultural, pois receberemos aqui exposições, palestras, oficinas, eventos culturais como saraus, a pinacoteca servirá como uma referência para moradores e turistas”, afirmou o secretário.

Antes mantida no Paço dos Açorianos, a Pinacoteca Ruben Berta dividia espaço com a Pinacoteca Aldo Locatelli. Esta última registra a produção artística no Rio Grande do Sul, enquanto a coleção concebida por Assis Chateaubriand é composta por significativas obras nacionais. Títulos de ilustres brasileiros, como Di Cavalcanti, compõem um mosaico cultural valiosíssimo, e algumas obras internacionais também se fazem presentes.

O prédio

Seis anos de reformas foram necessários para restaurar o antigo prédio de estilo eclético. As obras foram viabilizadas através do Programa Monumenta, do Instituto do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional (Iphan), do Ministério da Cultura, e da Prefeitura de Porto Alegre. O novo espaço cultural dos porto-alegrenses contribui para a preservação de um importante patrimônio arquitetônico.

O prédio, situado em frente ao Solar dos Câmara, é tombado pelo poder público municipal desde 2012, e é considerado um exemplar expressivo do estilo eclético em Porto Alegre. Esse gênero arquitetônico pode ser visto em várias edificações remanescentes das primeiras décadas do século 20 na cidade, e propõe uma releitura de diversas influências e estilos anteriores. Foi construído em 1893 e modificado em 1916, quando assumiu sua forma atual.


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