No longa-metragem anterior, um cientista alterou geneticamente macacos-cobaias e criou um filhote, Cesar. Não se esperava, contudo, que os animais se tornassem tão inteligentes e se rebelassem, conseguindo fugir. Nesta sequência, que se passa 15 anos após os eventos do filme anterior, os macacos liderados por Cesar criaram uma colônia em uma floresta próxima à cidade de São Francisco (EUA). Já a humanidade foi abatida por um vírus chamado de gripe símia, que dizimou a maioria da população.
Os poucos humanos que restaram em São Francisco, comandados por Dreyfus (Gary Oldman), estão quase sem energia. Dessa forma, um grupo, liderado por Malcolm (Jason Clarke, que cativa o espectador), é destacado para religar uma pequena usina elétrica próxima à cidade, justamente onde os primatas se fixaram. E é desse contato entre as raças que surgem vários conflitos.
No elenco, Andy Serkis, que já havia feito atuação semelhante como o Gollum/Smeagol da trilogia “O Senhor dos Anéis”, volta a atuar como um personagem digital, tendo suas expressões captadas por sensores na técnica motion capture, e dá vida a Cesar, o macho-alfa dos símios. O filme tem um roteiro coerente e mostra o quanto o instinto de sobrevivência leva tanto o “bicho-homem” quanto o “bicho-macaco” a terem mais semelhanças do que ambos pensavam. E deixa também um gancho pronto para uma nova sequência que, na verdade, já está devidamente prevista para a temporada de 2016. Na estética, porém, a produção optou por tons escuros, o que tornou o filme um tanto lúgubre.
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