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Polêmico “Sniper Americano" conta história de franco-atirador Chris Kyle

Novo longa de Clint Eastwood estreia no Brasil no próximo dia 19

Sniper Americano conta a historia do franco-atirador Chris Kyle
Sniper Americano conta a historia do franco-atirador Chris Kyle Foto : Divulgação / CP
Clint Eastwood dá sequência à sua análise da violência no cotidiano norte-americano, dissecada em seus faroestes, thrillers e mais recentemente nos dramas que ele vem desenvolvendo ao longo dos últimos anos. Após o musical “Jersey Boys”, bola fora em sua elogiada e premiada carreira, o cineasta se debruça sobre um dos personagens mais letais da história dos EUA: o franco-atirador Chris Kyle, interpretado por Bradley Cooper em “Sniper Americano”. Este thriller recebeu seis indicações ao Oscar (Melhor Filme, Ator, Roteiro Adaptado, Edição, Edição de Som e Mixagem). No Brasil, a estreia está confirmada para o próximo dia 19.

“Sniper Americano” dividiu as opiniões nos EUA mas garantiu a melhor bilheteria da carreira de Eastwood. Desde sua estreia já arrecadou US$ 300 milhões. A história pode ser conferida em dois diferentes fronts: o filme de Eastwood e o livro lançado pela editora Intrínseca, co-escrito por Kyle em parceria com Scot McEwen e Jim DeFelice.

Conhecido como “a lenda” entre os amigos e como “o diabo” entre os inimigos, Kyle sempre se equilibrou, com natural dificuldade, entre carreira e a família, o que pode explicar o fato de que o retrato do protagonista no filme e no livro sejam, no mínimo, diferentes. Na faculdade, ele foi caubói e campeão de rodeios, mas o acidente o tirou das competições. Como atirador de elite da Marinha, Kyle alcançou o recorde de mais de 150 mortes em combate; foi tão temido pelos adversários que estes chegaram a colocar um prêmio por sua cabeça. Afastado das Forças Armadas e no comando de uma empresa de treinamento especializado para militares e policiais, ele resolveu reunir suas memórias nesta autobiografia.

O Kyle do livro é quase arrogante, assegurando-se, a cada página, da validade de seus atos de guerra. A obra vai desde sua rigorosa preparação e qualificação como membro da equipe Seal 3, passando por suas campanhas no Iraque ou suas estratégias no alto de construções, com a mira certeira focando o alvo. A obra é temperada por depoimentos da mulher de Kyle, interpretada por Sienna Miller no filme. O Chris Kyle de Eastwood, na interpretação de Cooper, é mais irritadiço, deslocado por estar fora de cenários de combate.

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