A juíza Marina Orlova atendeu o pedido dos investigadores, que solicitaram ao tribunal a prisão do bailarino, detido nessa terça-feira e que na quarta-feira confessou a culpa pela agressão. A defesa pediu a libertação sob a fiança de 500 mil rublos (12.500 euros), mas a decisão ainda não foi divulgada.
Quando os investigadores interrogaram Dimitrichenko sobre os motivos que o levaram a organizar o ataque com ácido, o bailarino disse: "Eu falei com Yuri Zarutski sobre a política no Bolshoi, sobre a corrupção. Quando ele me disse 'vou quebrar a cara dele', eu aceitei. É a única coisa que confesso". Pavel Dimitrichenko compareceu ao tribunal ao lado de dois supostos cúmplices: Yuri Zarutski, que seria o autor material da agressão, e o motorista que o levou ao local do crime.O agressor que jogou ácido sulfúrico no rosto de Filin recebeu 50 mil rublos (1.630 dólares, 1.250 euros), segundo a polícia.
O suposto agressor, Yuri Zarutski, de 35 anos, que segundo a imprensa tem antecedentes criminais, também confessou o crime na quarta-feira. Além de Zarutski, o motorista que o levou ao local do crime também admitiu culpa.
No caso de um indiciamento por atentado grave contra a saúde de Filin, que sofreu queimaduras de terceiro grau, eles podem ser condenados a até 12 anos de prisão. A polícia considera que o caso está elucidado.
Mais envolvidos em ataque
Para a esposa do diretor artístico do Bolshoi, que atualmente recebe tratamento médico na Alemanha, ele "está convencido de que o círculo de pessoas envolvidas no crime é muito mais amplo". "Esperamos que as forças de segurança desmascarem todos os envolvidos", declarou Maria Prorvitch ao jornal Komsomolskaïa Pravda.
A polícia já havia anunciado nessa quarta-feira que o suposto autor intelectual do crime, Dmitritchenko, assim como o agressor e o motorista admitiram as respectivas culpas. Um canal de televisão russo exibiu um vídeo da confissão de Pavel Dmitritchenko filmado pela polícia. "Eu organizei o ataque, mas não queria chegar tão longe", afirmou o bailarino no vídeo.
Agredido com ácido em 17 de janeiro perto do edifício na qual mora, Filin vinculou imediatamente o ataque a sua atividade profissional. Em uma entrevista ele afirmou que estava "absolutamente seguro" da identidade do agressor, mas não revelou outros detalhes. Ao ser questionada se Filin suspeitava de Dmitritchenko, a esposa afirmou que "esta era sua ideia".