O personagem da tragédia aqui está aliado à cultura pop, que além de um gênero musical é uma forte vertente artística, presente de inúmeras formas na sociedade. Os diretores interligam seus métodos de trabalho e atores, para contar os conflitos e relações que se sucedem dentro do castelo de Elsinor após a morte do rei, sob um olhar pop, por via de suas celebridades, símbolos, sons e movimentos. Manifestações da pop art dos anos 70 e elementos dos anos 80 e 90 aparecem, sendo cada personagem identificado com um tempo: Britney Spears com Ofélia; a clássica frase “ser ou não ser, eis a questão”, ganha o ritmo do rap, acessível à cultura popular, e o fantasma do pai do protagonista é personificado por Andy Warhol, com seu legado.
“Convidamos o público a participar de uma festa, em que é contada uma história e coroado o rei da Dinamarca, de forma bem-humorada e não convencional”, afirma o diretor Alexandre Dill. A montagem, que estreou em julho passado, integra o projeto Geração Máquina, composto por “Rock Hamlet” e que prevê a inédita “Samba Hamlet”, com estreia prevista para a metade deste ano. No elenco, Manuele de Menezes, Fillipi Mazutti, Larissa Tavares, Gabriel Faccini, Frederico Vasques, Yuri Niederauer, Frederico Vittola, Antônio Reck, Vicente Vargas, Igor Pretto, Thaina Gallo, Daniela Proença Guerrieri e Carol Kern.