Da obra de Eric-Emmanuel Schmitt, o hino à vida e ao ser humano trata da amizade entre uma criança com leucemia e uma voluntária na área de pediatria do hospital, Senhora Cor-de-Rosa, que todos os dias a visita. Entre os dois é estabelecido que cada dia equivale a dez anos. Assim, o menino passa a ter sensações de que avança no tempo e de que aproveita a vida nas suas diferentes idades. A montagem estreou há cinco anos e foi convidada a participar de vários eventos de Cuidados Paliativos em solo português e no projeto Observatório de Saúde da Região Transfronteiriça Algarve-Andaluzia, dentro do programa de Cooperação Transfronteiriço Espanha-Portugal 2007-2013 da União Europeia.
A peça contribui para as reflexões sobre a qualidade de vida de pacientes terminais, percorrendo assuntos como a comunicação de notícias difíceis, a conspiração do silêncio e a ditadura da verdade, a produção de legado, a espiritualidade, o luto e as diversas perdas vividas no processo do morrer. Oscar é um menino de 10 anos que está morrendo. O transplante de medula óssea não atingiu o objetivo esperado e seu câncer o levaria à morte. Nessa história, ele encontra uma voluntária hospitalar que, na dimensão da ajuda, partilha com ele muitas reflexões fundamentais para o desenvolvimento da história. Com a ajuda da voluntária, Oscar começa a escrever algumas cartas para Deus. Oscar dá expressão aos sentimentos que testemunha e em que verificamos manifestações de choque, tristeza e melancolia.