A artista, compositora, DJ e produtora Posada apresenta ao público seu primeiro álbum autoral, “Flecha Envenenada”, obra que reúne música urbana latina e memória ancestral indígena em uma criação profundamente atravessada por território, identidade e vivência. O pré-lançamento acontece no dia 16 de janeiro, às 20h, no Espaço Marcelina (rua do Parque, 213, bairro São Geraldo, Porto Alegre) e integra o projeto que leva o mesmo nome e que vem sendo realizado ao longo dos últimos meses, articulando música, formação, debate e circulação artística. Já o lançamento oficial do álbum nas plataformas digitais acontecerá em data a ser anunciada.
Resultado de um processo artístico que parte da experiência de Posada como mulher indígena vivendo em contexto urbano, o álbum é atravessado por sonoridades contemporâneas e por narrativas que resgatam e atualizam seus referenciais culturais. “Flecha Envenenada” reúne oito faixas: “Tenoné”, “Madrugada”, “Raízes do Norte”, “Crya”, “Língua Viva”, “Meta Dobrada”, “Flechas Certeiras” e “Aluá”, todas de autoria da artista, com colaborações de Dessa Ferreira, Oderiê, Aghata e B.art em algumas composições.
Com influências que transitam entre carimbó, brega, côco, reggae, dancehall, rap/ hip hop, bullerengue, cumbia, bolero, reggaeton e música eletrônica, o disco reflete a trajetória múltipla da artista e sua vivência entre diferentes territórios e culturas. A produção musical é assinada por Dessa Ferreira, Diabelsmusic, Aghata, DJ MTN9090 e Posada, mixagem e masterização de Luís Lopes. O título do álbum carrega camadas simbólicas que atravessam história, memória e resistência. “A flecha envenenada era usada como forma de proteção dos territórios pelos povos originários amazônicos e de outros lugares. Esse conceito vem desse lugar, da resistência, da história e da memória ancestral, mas também do que me atravessa hoje, das minhas experiências, referências e inspirações”, explica a artista. Ao mesmo tempo, o álbum se projeta como um gesto de afirmação artística e política, ampliando os territórios possíveis para artistas indígenas dentro da indústria musical.
Show
Para marcar a chegada do álbum ao mundo, o projeto realizará um evento gratuito de pré-lançamento, reunindo artistas convidados do Rio Grande do Sul, majoritariamente mulheres, pessoas negras, indígenas e LGBTQIAP+. A proposta é transformar o evento em um momento de encontro, trocas, convivência e afirmação coletiva. Todos esses, inclusive, princípios que norteiam a trajetória da artista e o conceito do álbum. O show será aberto ao público. lançamento oficial do álbum nas plataformas digitais acontecerá em breve e será divulgado no perfil de Posada no Instagram: @barraposada.
Ações
Como parte das ações do projeto, será realizada uma roda de conversa sobre arte contemporânea, em formato de live no Instagram. A ação tem como objetivo ampliar o acesso ao debate e permitir que públicos de dentro e fora da região acompanhem o diálogo, independentemente da presença física. A data da live ainda será divulgada.
O projeto “Flecha Envenenada” conta ainda com uma oficina – “Noções Básicas de Discotecagem” - realizada entre os meses de novembro e janeiro em cinco cidades diretamente afetadas pelas enchentes de 2024, conforme sugerido pela artista e produção do projeto. As cidades contempladas são: Alvorada, Eldorado do Sul, Novo Hamburgo, Porto Alegre e São Leopoldo. A proposta da iniciativa é beneficiar jovens periféricos do ensino médio que já tenham uma relação próxima com a música e os que a experienciam pela primeira vez. Foi mantido como público prioritário pessoas negras, indígenas e LGBTQIA+
Todo o material das oficinas será disponibilizado em libras, reforçando o compromisso do projeto com acessibilidade e democratização do conhecimento.
Sobre a artista
Posada é multiartista, DJ, cantora, compositora, produtora musical e cultural formada em Música Popular pela Ufrgs. Sua pesquisa artística parte do corpo, do território e da memória, utilizando beats, vozes, texturas e paisagens sonoras como instrumentos narrativos e políticos. Artista indígena em contexto urbano, filha de pai colombiano e mãe paranaense, com infância no Rio Grande do Sul, vivências no Pará e atuação atual em São Paulo, sua trajetória é atravessada por múltiplas influências culturais, sonoras e territoriais que se refletem diretamente em sua produção musical.
Atuante na cena da música eletrônica e da música urbana, Posada circula por pistas, festas e projetos que dialogam com diversidade, autonomia e experimentação, tendo passado por iniciativas, coletivos e eventos como Arruaça, além de diferentes festas, ocupações culturais e projetos independentes ligados à música, à arte contemporânea e às culturas periféricas e dissidentes. Sua atuação articula criação artística, curadoria, formação e pensamento crítico sobre a cidade, identidade e pertencimento.
Com “Flecha Envenenada”, seu primeiro álbum autoral, Posada consolida um percurso construído ao longo dos anos entre pistas, estúdios, formações e vivências coletivas, afirmando uma linguagem própria que dialoga com a música eletrônica, a música urbana latina e as memórias ancestrais indígenas, ao mesmo tempo em que projeta sua pesquisa para novos territórios e públicos. O projeto é realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo.
SERVIÇO
O quê: Posada lança álbum “Flecha Envenenada”
Quando: 16 de janeiro, às 20h (show de pré-lançamento)
Onde: Espaço Marcelina, localizado na Rua do Parque, 213, São Geraldo, Porto Alegre (RS) - Evento aberto ao público