A obra, que tinha previsão de término no ano passado, segue parada. De acordo com o secretário municipal da Cultura, Roque Jacoby, no início da reforma já foram encontrados diversos problemas e a empresa contratada faliu. “Isso gerou um grande impasse jurídico. No ano passado, teve uma licitação, mas sem interessados. Agora, o departamento jurídico da Caixa está fazendo a análise da documentação de duas empresas interessadas”, conta Jacoby.
Segundo o secretário, a expectativa é de que dentro de um mês tenha uma definição de qual empresa seguirá com o projeto, com previsão de investimentos de R$ 38 milhões. A Caixa confirmou que a documentação está sendo estudada desde o dia 30 de julho e que visitas técnicas ocorrem nas companhias envolvidas para que o resultado da escolha seja publicado em agosto. Somente depois dessa divulgação será possível criar um cronograma para saber quando a obra será reiniciada.
O local deve contar com um teatro com capacidade para 670 pessoas, além de espaço para museu, exposições, ensaios de dança e sala multimídia, que ocuparão os três primeiros pavimentos. O restante será usado pelos departamentos da SMC e, segundo o secretário municipal, há uma proposta para que um pavimento seja destinado à Câmara do Livro, mas isso ainda não há definição.
“Espero que no início de 2016 possamos nos mudar para esse prédio”, acredita Jacoby. Depois de iniciada a obra, estão previstos 15 meses até a sua conclusão. “O local irá contribuir para todo o cenário do Centro Histórico, por estar próximo a outros centros culturais e também ao ambiente da Feira do Livro”, observa. Para a secretaria, o objetivo é tornar o bairro novamente um espaço cultural como o vivido antigamente pelos porto-alegrenses. “Desejamos ter esse espaço disponível para o uso por toda a comunidade”, complementa Jacoby.