Nesta quinta-feira, 15, duas estreias completamente distintas, mas igualmente intensas, chegam aos cinemas com a missão de desafiar sua mente, acelerar seu coração e talvez – por que não? – remexer seus traumas mais profundos. De um lado, a sexta vinda da Morte em “Premonição 6: Laços de Sangue”. Do outro, o mergulho inquietante no vazio da fama e da insônia em “Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes”.
“Premonição 6: Laços de Sangue” não é apenas uma continuação. É uma reinvenção. Zach Lipovsky e Adam B. Stein, os diretores, não tiveram medo de levar a franquia a um novo patamar: o terror agora é de família. Stefanie (Brec Bassinger), jovem universitária aparentemente comum, começa a ser atormentada por pesadelos tão vívidos que parecem reais. Neles, vê a própria família sendo dizimada de forma grotesca. Mas o que parecia apenas um delírio ou ansiedade universitária revela-se o prenúncio de uma *”maldição hereditária”*. A morte tem raízes profundas e quer cobrar uma dívida antiga.
Ao voltar para sua cidade natal, Stefanie descobre que não se trata apenas de escapar do destino: é preciso confrontar as “sombras de um passado enterrado”. E talvez nem todos estejam dispostos a ajudá-la. Na trama, cenas perturbadoras, reviravoltas sinistras e uma nova lógica na franquia: agora, a Morte conhece sua árvore genealógica e não vai parar de buscar.
Enquanto isso, em outra sala escura, a tensão assume outro formato: menos explosiva, mas ainda mais angustiante. “Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes”, do aclamado Trey Edward Shults, apresenta uma jornada silenciosa, densa e sensorial sobre “o colapso interno da celebridade moderna”. Estrelado por Abel Tesfaye (mais conhecido como The Weeknd, cantor, compositor, ator e produtor musical canadense), Jenna Ortega e Barry Keoghan, o longa não é sobre sucesso, mas sobre o abismo que se abre quando tudo parece conquistado – e mesmo assim, o vazio, que persegue a todos, persiste.
Tesfaye interpreta um cantor globalmente famoso, incapaz de dormir, perdido dentro da própria mente e dos excessos de uma vida pública. Numa noite sem fim, ele encontra uma jovem misteriosa que o arrasta para uma odisseia urbana onde realidade e delírio se confundem. O que começa como um encontro casual se transforma numa espécie de ritual psíquico, uma viagem íntima onde o protagonista – e o espectador – é obrigado a encarar tudo aquilo que o silêncio esconde. Insônia, identidade, esgotamento: o terror aqui é interno. E é real.
As duas produções se destacam nos cinemas. Dois filmes. Duas propostas. Um mesmo convite ao desconforto. Enquanto “Premonição 6” te prende pelo medo do inevitável, “Hurry Up Tomorrow” te afoga na dúvida sobre o que realmente importa. A Morte corre atrás de um nome. A Fama corre atrás de si mesma. E o espectador, no meio disso tudo, precisa escolher: enfrentar o horror de onde veio ou o vazio de onde está.
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