Arte & Agenda

Presos alegam que se revoltaram por quebra de acordo no carnaval de SP

Dupla afirmou que depredação começou por conta de combinação para não ser definido um campeão entre as escolas

Carro alegórico foi incendiado em meio à confusão
Carro alegórico foi incendiado em meio à confusão Foto : José Patrício/AE/CP
Tiago Ciro Tadeu Farias e Cauê Santos Ferreira, presos na confusão que interrompeu a apuração do título do carnaval de São Paulo, nesta terça-feira, afirmaram em depoimento que havia "um acordo de cavalheiros" para que nenhuma escola saísse campeã neste ano. Eles prestaram depoimento ao delegado Osvaldo Nico Gonçalves, da Delegacia de Turismo. Após o tumulto, o resultado do carnaval paulista será anunciado na quarta-feira.

A troca de dois jurados, na quinta-feira, um dia antes do início dos desfiles, teria motivado a combinação que envolveu 13 escolas. Apenas a "campeã", que seria beneficiada pela troca, não participou do acordo, na versão dos presos. Eles não disseram qual seria essa escola. A Mocidade Alegre estava na frente, muito próxima do título, quando a leitura dos votos foi interrompida.Pouco antes da confusão tomar todo o sambódromo, com a invasão do palco e o roubo dos votos, Darci Silva, o Neguitão, presidente da Vai-Vai, começou a incitar membros da própria escola, da Casa Verde, da Gaviões e da Camisa Verde e Branca: "Tá tudo vendidinho, tá tudo vendidinho", gritava, em alusão aos jurados.

Na sexta-feira, pouco antes do início da apresentação da escola que preside, Silva já havia levantado suspeita sobre a substituição: "Houve uma troca de jurados na calada da noite, mas já que a Liga resolveu, nós vamos para o pau", ameaçou. No final da apuração, foi isso o que o País inteiro testemunhou em transmissão de TV, que resultou em depredação da área de desfile e destruição de uma alegoria.

Tumulto interrompe apuração e carro alegórico acaba incendiado


A apuração do Carnaval de São Paulo foi interrompida na tarde desta terça-feira após a invasão de membros das escolas de samba no palco da apuração. O representante de uma das torcidas pegou as folhas com as notas dos jurados e rasgou-as.

A invasão aconteceu quando ia começar a leitura da segunda de três notas da Comissão de Frente, o último quesito a ser apurado. A Mocidade, até aquele momento, era a campeã. Em segundo lugar estava a Rosas de Ouro, seguida pela Vai-Vai. Um carro alegórico da escola Pérola Negra foi incendiado, mas os Bombeiros controlaram o fogo.

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