No palco, a mistura de animação, dança, vídeo, bonecos e ilusionismo, para falar da solidão feminina, das dificuldades de relacionamento e do poder criativo como possibilidade de transformação. Por meio de diferentes linguagens, a dramaturgia visual é conduzida por uma trilha sonora envolvente, assinada por Nico Nicolaiewsky, que introduz o espectador a uma atmosfera onírica. A história fala de uma tecelã, capaz de converter em realidade tudo o que tece com seus filhos e buscando preencher o vazio de seus dias, criando inclusive, um companheiro ideal. Ela consegue um lar e tudo o que tem sonhado, mas com o tempo as exigências começam a aumentar e vão dando lugar à exaustão.
Para as exigências de manipulação da nova peça, o grupo teve que desenvolver uma nova tecnologia de construção dos bonecos, acrescentando leveza e resistência aos manequins. Foi utilizada a forma do rosto da atriz, reproduzido num sistema de moldagem e formas em vários materiais: gesso, argila, fibra de vidro, plástico e papel. Os duplos, o simulacro e o boneco manipulado contracenam com a atriz Carolina Garcia, criando um efeito de ilusão de vida. O espetáculo foi criado para celebrar os 20 anos da Cia. Caixa do Elefante, dedicada ao teatro de animação e hoje considerada uma das mais atuantes no Brasil, tendo percorrido vários países. Também no elenco estão Alice Ribeiro e Alice Spier.