O primeiro final de semana da Feira teve a presença constante da garoa, às vezes fina, outras, densa. Mesmo assim, as alamedas entre as bancas de livros estiveram sempre movimentadas e a Praça de Autógrafos se dividia entre autores consagrados, com longas filas à espera do autógrafo, e outros nem tão conhecidos, lançando suas obras a um público mais chegado, família, vizinhos, amigos e alunos.
No sábado, entre os estreantes na literatura, estava Carlos Coelho, que autografava “Os Passos do Coelho”. “As novas gerações têm uma vida mais fácil e geralmente não sabem a história de seus antepassados e todas as dificuldades que encontraram para ter uma vida digna”, disse. Ali próximo, sob a Tenda de Pasárgada, o patrono da Feira, Airton Ortiz, fazia a leitura de uma de suas obras a um público atento ao tema de viagens radicais. Ao final do dia, foi apresentado oficialmente o país homenageado desta 60ª edição, o Canadá, com a presença de diversas autoridades diplomáticas e escritores daquele país.
No domingo ainda chuvoso, o público se refugiou em atividades para todos os estilos. Os voltados a novas formas de escrita prestigiaram o bate-papo do livro “Do Blogue para o Livro Impresso: Transição de Linguagem”, de Ismael Caneppele. Já o escritor Charles Kiefer arrematou o público em leituras de seu novo livro “Dia de Matar Porco”.
Nesta segunda-feira, destaque para a dramaturgia e a literatura do país homenageado nesta Feira do Livro, discutidas no encontro “O Canadá Sobe ao Palco”, com a presença de Suzanne Lebeau, Phillippe Ducros e Richard Scrimger, às 18h30min, no CCCEV (Andradas, 1223).
Primeiro final de semana da Feira teve debates, leituras e chuva
Alamedas entre as bancas de livros estiveram sempre movimentadas