Cada volume guarda as 138.923 palavras do original, entregue por Vargas Llosa no último mês de junho, tão limpo que estava "praticamente pronto para imprimir", lembrava nesta segunda-feira Pilar Reyes, diretora da editora Alfaguara, durante uma visita à imprensa de Pinto (sul de Madri) para ver os primeiros exemplares que saíam das máquinas.
Segundo a editora proprietária da obra nos países de língua espanhola, para as 250 mil cópias foram utilizados 160 mil kg de papel, 902 kg de tinta e 900 mil metros de linha para sua encadernação, assim como 120 horas de impressão.
Alguns trabalhos precisaram ser interrompidos no dia 7 de outubro para incluir, na capa, a menção "Prêmio Nobel de Literatura 2010". Mas a concessão a Vargas Llosa do maior prêmio das letras teve uma consequência ainda mais profunda, revelou Pilar Reyes: a duplicação de uma tiragem que, sem o Prêmio, teria rondado os 110 mil exemplares.
Entretanto, graças ao "efeito Nobel" e à proximidade do Natal, Alfaguara acredita que a gigantesca tiragem inicial acabará sendo insuficiente. "Estou certa de que reimprimiremos muito", previa Reyes sobre as 460 páginas de "El sueño del celta", que narram a história do diplomata irlandês Roger Casement e sua denúncia dos abusos do colonialismo ocidental no Congo belga e na Amazônia.
Seu preço de venda na Espanha será de 22 euros e na América oscilará entre 15 e 17 dólares. Os 250 mil primeiros exemplares americanos foram impressos no México (80 mil cópias), Colômbia (80 mil), Argentina (30 mil), Peru, Chile e EUA (20 mil em cada um). No dia 3 de novembro, Mario Vargas Llosa apresentará o livro em uma coletiva de imprensa.