Arte & Agenda

Projeto Marionetáveis mapeia Teatro de Bonecos no Rio Grande do Sul

Convocatória está aberta para artistas e grupos até 31 de março. A iniciativa auxilia o registro da expressão bonequeira como patrimônio cultural

A proposta é um resgate histórico das  atividades do teatro de formas animadas no estado
A proposta é um resgate histórico das atividades do teatro de formas animadas no estado Foto : Acervo Grupo TIM / Divulgação / CP

O projeto História e Mapeamento do Teatro de Bonecos do Rio Grande do Sul é uma iniciativa da pesquisadora Yara Baungarten, que é jornalista, fotógrafa e autora de e-book sobre o espaço ocupado por bonecos na televisão gaúcha. Em Marionetáveis, a proposta é um resgate histórico das atividades do teatro de formas animadas no Estado, dando visibilidade à produção artística do gênero.

O trabalho inicia por um mapeamento dos bonequeiros em atividade no Estado. Grupos e artistas também são convidados a contar suas histórias e atividades. Com o mapeamento da produção contemporânea e um registro da memória e a história da prática da arte bonequeira, o foco é contribuir para a construção de formas de acesso às informações sobre este patrimônio cultural.

Teatro de Bonecos no Rio Grande do Sul

O Rio Grande do Sul tem sido palco e sede de representativos grupos de teatro de formas animadas. Como em todo o Brasil, o Estado viu passar companhias de teatro itinerantes, com influências das marionetes europeias, desde os anos 1930. Em meados de 1950, a família Sena e seu grupo TIM (Teatro Infantil de Marionetes) estabelecem, desde Porto Alegre, uma trajetória de técnicas e de confecção dos bonecos.

Nos anos 1980, no em torno do Museu Hipólito José da Costa e da CCMQ, no Centro da Capital, surgem grupos e se unem artistas de todo RS, interessados na organização da Associação Gaúcha de Teatro de Bonecos (AGTB) e na movimentação dos primeiros festivais locais, que se baseiam na região serrana.

Nos anos 2000, vários eventos e instituições tradicionais de Teatro de Bonecos foram sendo desmobilizados, de centros de referência, fundações culturais e até mesmo festivais. Esse esvaziamento de oportunidades não se traduz na quantidade e na qualidade das produções e artistas que estão sediados no Estado e também gaúchos que circulam o mundo divulgando o teatro de formas animadas.

Uma retomada pode ser vista através de projetos de pesquisa universitária, a atuação de diversos artistas nas leis de incentivo locais e nacionais e na representação local da Associação Brasileira de Teatro de Bonecos (ABTB) e da Union Internationale de lá Marionette (UNIMA).

Mapeamento cultural

Para o mapeamento, todos os bonequeiros gaúchos, atuantes no Estado e fora dele, que tiverem interesse devem preencher um formulário com dados sobre seus trabalhos, companhias e espetáculos. Artistas, brincantes e grupos envolvidos com toda e qualquer técnicas, suporte e dramaturgia são bem-vindos a participar. O chamamento acontece até 30 de março de 2025 através de formulário online.

Os relatos e a compilação das respostas serão disponibilizados gratuitamente online. Ainda no primeiro semestre de 2025, o projeto vai se desdobrar em eventos com ações educativas e lançamento de publicações. O ciclo formativo vai reunir palestras gratuitas que enfocam a preservação e a manutenção de acervos em teatro de bonecos, a história do Teatro de Bonecos, a presença feminina no ofício, entre outros temas.

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