O Guiss Guiss Bou Bess, que traz na sua essência o encontro da percussão dos tambores sabar com raízes na tradição senegalesa e a pulsação de batidas eletrônicas modernas, é a atração do projeto Sonoridades, do CHC Santa Casa (Independência, 75), nesta quinta, às 20h. Os ingressos já estão esgotados.
A banda franco-senegalesa que desde 2016 está redefinindo os limites da música global nasceu em Dakar, a partir da visão de Mara Seck, guardião da herança do sabar senegalês, tambor tradicional em Senegal, e do beatmaker francês Stéphane Costantini. O grupo criou um universo híbrido único: o Electro-Sabar. Sempre em busca de novos territórios e sabendo ser o Brasil um país fértil na arte dos tambores, em 2022 o trio produziu o álbum “Sénébrésil”, em colaboração com o produtor e músico brasileiro Chico Correa. O Guiss Guiss Bou Bess ministra uma oficina hoje, das 17h às 18h30min no CHC. O público alvo são percussionistas, amadores ou profissionais que toquem os tambores de mão.
Nesta quinta, 21h, o projeto Ocidente Acústico no Ocidente (Osvaldo Aranha 960) sedia o lançamento do livro “Esta Não Era Pra Tocar No Rádio” (Brasa), de Cristiane Marçal e Jimi Joe. Com financiamento do Fumproarte, a obra traça um paralelo entre o papel das emissoras de rádio Continental 1120 AM e Ipanema FM na veiculação e divulgação da produção musical local de Porto Alegre, nos anos 1970 e 1980. Para sonorizar os muitos depoimentos do livro, artistas que foram ouvintes da Continental 1120 ou tiveram suas primeiras músicas lançadas pela Ipanema FM vão invadir o palco com pocket shows. São eles Nelson Coelho de Castro, Nei Lisboa, Wander Wildner e Replicante Apaixonado (projeto de Carlos Gerbase, um dos fundadores dos Replicantes).
Eles serão convidados a se apresentar pelo radialista Mauro Borba, que será o MC dessa noitada lítero-musical. O “som mecânico” será de Jimi Joe. Ingressos na Sympla.