O trabalho iniciado em 2005 consistiu em digitalizar as fichas do ERR (Einsatzstab Reichsleiter Rosenberg), a agência responsável por confiscar os bens dos judeus nos territórios ocupados pela Alemanha durante a guerra. As fichas encontram-se atualmente em três centros: a chancelaria francesa, os arquivos nacionais dos Estados Unidos e os arquivos federais alemães, explicou um dos diretores do projeto, Marc Mazurovsky.
As obras incluídas no catálogo pertenceram a famílias judias, principalmente francesas e algumas belgas, e haviam sido reunidas, inventariadas e expostas pelos nazistas no museu Jeu de Paume de Paris durante a ocupação nazista na França. "Décadas após o maior saque em massa da história da humanidade, as famílias das vítimas podem agora consultar esse registro, que vai ajudá-las a localizar os tesouros perdidos há muito tempo", declarou o presidente da Conferência, Julius Berman.
"Agora é de responsabilidade dos museus, comerciantes de arte e casas de leilões comparar o que têm com estes registros para determinar se possuem obras de arte roubadas das vítimas do Holocausto", acrescentou. O novo site permite ver centenas de obras - que vão de pinturas a móveis, vasos ou esculturas - e verificar quem é seu legítimo proprietário, coisas que às vezes os herdeiros ignoram, afirma o professor Wesley Fisher, diretor de pesquisa da Conferência.