Não foi dessa vez. “O Agente Secreto” concorreu em quatro categorias do Oscar e o brasileiro Adolpho Veloso concorreu como melhor Fotografia. O resultado final foi frustante para o público que foi até as ruas para a acompanhar a premiação, já que nenhuma estatueta veio para o Brasil.
A reportagem do Correio do Povo percorreu por quatro locais da região central de Porto Alegre para saber a expectativa. A maior torcida estava concentrada na categoria de Melhor Filme Internacional, onde o longa brasileiro concorreu com “Valor Sentimental” (Noruega), “Foi Apenas um Acidente" (França), "A Voz de Hind Rajab" (Tunísia), e "Sirât" (Espanha). Para Julian Kober, que aguardava na fila da Cinemateca Capitólio por volta das 19h20, o prêmio de Melhor Fotografia era “certo” que viria para o Brasil. No final, “Pecadores” levou a estatueta para a casa. Já no que diz respeito ao filme de Kleber Mendonça Filho, a incerteza era maior. Segundo o jornalista, “qualquer vitória é motivo de celebrar”.
Já a bióloga Amanda Pereira, acredita que o Brasil ficou “mal acostumado" com as vitórias na premiação americana. Assim que as categorias em que “O Agente Secreto” concorria e perdia, o clima de frustação tomava conta. Foi somente na categoria de Melhor Ator, em que Wagner Moura tinha chances de ganhar, que o público celebrou quando Michael B. Jordan (“Pecadores”) foi anunciado como vencedor.
Para Samuel Mendes, que trabalha como crítica cinematográfica e acompanhou a premiação no Bar Spoiler, a culpada pelas derrotas do representante brasileiro não foi a campanha publicitária, nem o escopo do filme, mas sim, um “azar”. “Era muito difícil de qualquer filme ganhar quando concorre com ‘Valor Sentimental’, justamente pela figura do ator Stellan Skarsgård, que é muito renomado”, pontuou Samuel.
Exibições do Oscar em Porto Alegre
Novas oportunidades para o Brasil
Se 2025 foi o ano de Fernanda Torres e Walter Salles e 2026 de Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho, as apostas estão grandes para que novos diretores sejam “descobertos”. Erico Rassi, de “Oeste Outra Vez” é o principal nome para ocupar o posto do Brasil nas grandes premiações. “Ele tem tato muito grande e a forma que ele dialoga nos filmes dele conversa bastante com as premiações”, explica.
*Sob supervisâo de Luiz Gonzaga Lopes