A Fundação Ecarta inaugura, nesta terça-feira, 11 de novembro, quatro exposições simultâneas que reafirmam a força, a diversidade e a sensibilidade da criação contemporânea. A programação inicia às 17h, com uma conversa aberta entre artistas e curadores, e segue às 19h com a abertura oficial das mostras.
Na Galeria Ecarta, o programa “Artista + Artista” reúne duas exposições que dialogam pela delicadeza com que as artistas se voltam à natureza como fonte de imaginação e reflexão. Em “Divas e outros jardins”, Eneida Ströher, com curadoria de Fernanda Albuquerque, apresenta seis conjuntos de obras em diferentes linguagens — cerâmica, tecido, papel e desenho — que evocam os jardins como metáfora do fazer artístico e do encontro entre o banal e o extraordinário. “Tenho uma especial atração por conjuntos de objetos. O barro me atrai pelas infinitas possibilidades que apresenta”, comenta a artista. Suas composições convidam o público a um passeio sensorial entre cores, texturas e memórias.
Em “Delicadezas do meu jardim”, Lurdi Blauth, sob curadoria de Paulo Gomes, exibe vinte gravuras em metal nas quais o gesto gráfico e o tempo do olhar se convertem em instrumentos poéticos. As obras revelam uma observação minuciosa da natureza e suas metamorfoses sutis, aliando rigor técnico e leveza formal. “São imagens delicadas, resultado de uma observação cirúrgica e plasmadas com recursos refinados de gravação”, escreve o curador em seu texto.
Projeto Potência
Na sala do Projeto Potência, a artista Fernanda Fedrizzi, com curadoria de Diego Hasse, apresenta “Cronotopografias”, mostra que emerge da própria matéria do tempo. O trabalho nasce das camadas descascadas das paredes do apartamento onde a artista viveu por muitos anos, em Porto Alegre. Transformadas em peles de parede, essas superfícies sobrepostas revelam vestígios e memórias de um “lugar fora do lugar”, propondo uma reflexão sobre o espaço e o tempo como matéria poética.
Professor Artista
Completando o conjunto, o espaço Professor Artista/Artista Professor exibe “Camuflagem”, instalação de parede de Moacir Chotguis. A obra propõe uma leitura simbólica sobre a adaptação e a transformação, inspirada na figura do polvo — ser que usa a camuflagem para sobreviver e se reinventar. Misturando psicologia, mitologia e arte, o artista explora os limites entre o visível e o inconsciente.
A noite marca um encontro entre gerações e linguagens, propondo ao público uma experiência múltipla e sensível sobre a arte contemporânea.
SERVIÇO:
Abertura de quatro exposições de artes visuais na Fundação Ecarta
Quando: nesta terça-feira, 11 de novembro de 2025
17h – Conversa entre artistas e curadores
19h – Abertura das exposições
Visitação até 14 de dezembro, de terça a domingo, das 10h às 18h.
Entrada franca Fundação Ecarta – Av. João Pessoa, 943, Porto Alegre.
Informações detalhadas no site www.ecarta.org.br.