Após duas temporadas de sucesso, sendo a última online, “Quem Prospera Sempre Alcança”, de Lonardo Cortez, que aborda de forma bem-humorada o empreendedorismo e planejamento financeiro dos brasileiros, volta a se apresentar presencialmente. Desta vez, a trupe de São Paulo aterrissa em Porto Alegre, para três sessões gratuitas e com interpretação em Libras e programa em Braille. Neste sábado, dia 11 de dezembro, às 17h, estará no Parcão, e domingo (12), às 10h e às 16h, no Parque Germânia.
A peça, que aborda a determinação dos brasileiros em encontrar novas opções de trabalho por conta própria, ganha novos tons com grande parte da população lançando mão da criatividade para seguir trabalhando e aborda a importância do planejamento e da organização para a concretização dos sonhos. Principalmente dos novos empreendedores que, até pela falta de empregos agravada pela pandemia da Covid-19, criam os seus pequenos negócios para gerar a sua renda. Os atores André Santos e Djair Guilherme se revezam em onze diferentes personagens. Patrocinado pela Visa, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, esta terceira edição passará por 15 cidades de oito estados do Brasil, realizando 45 apresentações gratuitas.
O espetáculo começa com a entrada de dois técnicos de uma companhia teatral encarregados de montar o palco para a apresentação que será feita no local. Eles fazem às vezes de operários e mestres de cerimônia e evocam situações sobre empreendedorismo a partir de quatro histórias. A primeira história é a da própria companhia teatral. Na segunda, duas fãs de uma dupla sertaneja decidem, no meio da fila para entrar no show, como vão gastar o dinheiro que juntaram com muito sacrifício. Já na terceira, dois desempregados decidem empreender como vendedores ambulantes e entram em uma atrapalhada sociedade e na última, um falido dono de boteco recebe a visita de uma inusitada fada-madrinha.
“Quem prospera sempre alcança” é um espetáculo de rua, cuja proposta de encenação dialoga diretamente com as raízes do teatro popular, do circo-teatro e da comédia de costumes", fala o diretor e autor, Leonardo Cortez. Ele diz que o espetáculo não tem a pretensão de ser didático, mas apresenta, com muito humor, situações e ciladas que qualquer um pode se meter por conta da inexperiência nos negócios e na vida pessoal. “O espetáculo é anterior a pandemia e, devido ao cenário econômico, já dialogava muito com o público. Agora, que a situação piorou, acredito que falar de empreendedorismo e educação financeira pode ser um alerta para algumas armadilhas.”