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Quentin Tarantino apresenta novo filme "Django Unchained"

Faroeste com Jamie Foxx, Cristoph Waltz e Leonardo DiCaprio estreia em janeiro

Quentin Tarantino fala sobe o novo filme na Comic-Con 2012
Quentin Tarantino fala sobe o novo filme na Comic-Con 2012 Foto : Christopher Polk / Getty Images North America / AFP / CP
Em um quarto de hotel no Japão, abarrotado de pilhas de DVDs de western spaghetti, antigas histórias do velho oeste divertiam Quentin Tarantino em frente à TV. Mas o momento de descanso naquela que era a última viagem de divulgação do lançamento de Bastardos Inglórios (2009) foi interrompido por uma epifania: no sul de um Estados Unidos escravocrata, de fazendas a perder de vista, um negro é libertado de suas correntes por um assassino, que lhe oferece liberdade em troca de uma irrecusável e perigosa parceria.

"Eu estava me divertindo, vendo um monte de filmes que não se encontra mais para comprar. A história veio em minha cabeça, e eu me sentei e escrevi a cena de abertura. E era realmente muito boa. Naquele instante, eu sabia que estava comprometido a ir até o final", disse Tarantino, sentado à bancada em frente a outra plateia na Comic-Con, três anos depois. A seu lado, estão os protagonistas de sua nova obra, Jamie Foxx (ganhador do Oscar por Ray, de 2004) e seu protegido, o austríaco Christoph Waltz, apresentado a Hollywood por ele, em Bastardos Inglórios, que também lhe rendeu um Oscar. O elenco tem ainda Leonardo DiCaprio e Kerry Washington. O filme estreia em janeiro de 2013.

Cineasta ícone da nova geração, autor de clássicos como Cães de Aluguel e Pulp Fiction nos anos 90 e os títulos Kill Bill nos anos 2000, Tarantino guardava a vontade de fazer seu faroeste e até já tinha o nome - "Django Unchained" (Django Livre) - há quase uma década. E mesmo um gênero tão cristalizado como este, na linguagem pop do americano, ganha novas cores, ainda que ele resista em admiti-lo. "Não sei se há mistura de gêneros em Django. Eu me propus um faroeste tradicional, mas a verdade é que nunca vi nada parecido", admite, aos risos.

Na trama de Tarantino, Django (Foxx) se une a um matador (Waltz) e os dois dão início a uma trilha de vingança e, claro, muito sangue e violência. "É um ciclo de vingança, mas não tem a ver com dinheiro", aponta o diretor. "Django está à procura de sua esposa, que foi vendida a um fazendeiro. Uma vez que é um homem livre, sua missão é encontrá-la." Cenas de matança são embaladas por temas de Richard Wagner. Encontrar a música certa, fator determinante nas obras do cineasta, dá início a um ritual. "É um processo. Enquanto escrevo o roteiro, procurar a trilha é como escolher os tijolos que vão suportar a casa que estou construindo. Quando penso que encontrei, fico escutando e andando pelo quarto, imaginando a cena na cabeça", conta Tarantino. E assim, organicamente, ele vai tateando seu terreno de criação. "Até tento esquematizar todo o filme, mas é bobagem. Os personagens se revelam aos poucos e, após a primeira metade, isso adquire vida própria."

A definição do cerne de seu faroeste, o intérprete de Django, foi mais difícil. Seis atores foram testados - entre eles, Will Smith, preso a Homens de Preto 3. "Não tinha ideia de quem seria. Mas Jamie foi o único que encontrei e, depois, pude dizer que eu tinha o meu caubói", diz o diretor. As informações são do Jornal da Tarde.

Assista ao trailer de "Django Unchained":



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