Arte & Agenda

Rússia classifica duas integrantes do Pussy Riot como 'agentes estrangeiras'

Nadezhda Tolokónnikova, uma das principais figuras das Pussy Riot, e Veronika Nikulshina, outra membro, foram adicionadas a esta lista, que já possui 111 nomes

Tolokonnikova foi detida em março de 2012 junto a Maria Alekhina e Ekaterina Samutsevich, também integrantes do grupo feminista Pussy Riot, por terem cantado na catedral de Cristo Salvador de Moscou em 21 de fevereiro de 2012.
Tolokonnikova foi detida em março de 2012 junto a Maria Alekhina e Ekaterina Samutsevich, também integrantes do grupo feminista Pussy Riot, por terem cantado na catedral de Cristo Salvador de Moscou em 21 de fevereiro de 2012. Foto : Natalia Kolesnikova / AFP / CP

A Rússia adicionou nesta quinta-feira (30) à sua lista de "agentes estrangeiros" duas integrantes do grupo de contestação Pussy Riot e um escritor satírico de primeira ordem.

Nadezhda Tolokónnikova, uma das principais figuras das Pussy Riot, e Veronika Nikulshina, outra integrante, foram adicionadas a esta lista, que já possui 111 nomes, anunciou o Ministério da Justiça.

O escritor Viktor Shenderovich, conhecido pelas suas críticas ao poder, também foi adicionado. Essa classificação obriga as pessoas e organizações a mostrá-la em todas as suas publicações.

"Esses indivíduos forneceram documentos sistematicamente a um círculo indeterminado de pessoas, recebendo financiamento do exterior", afirmou o Ministério da Justiça.

Outras cinco pessoas foram adicionadas à lista nesta quinta-feira, incluindo a jornalista Taissiya Bekbulatova e o colecionador de arte Marat Gelman.

Nadezhda Tolokónnikova faz parte das três membros das Pussy Riot condenadas à prisão em 2012 por terem cantado uma "oração punk" contra o presidente Vladimir Putin na catedral do Cristo Salvador de Moscou, performance que deixou o grupo mundialmente famoso.

Nadezhda Tolokónnikova reagiu à sua designação de "agente estrangeira" publicando uma foto nas redes sociais, com um comunicado em que declara que não pensa em cumprir com a obrigação legal de mencionar seu status em todas as suas publicações.

"Rússia será livre!", lançou.

As organizações de defesa da liberdade de expressão acusam o governo russo de usar essa ferramenta aprovada em 2012 para silenciar as vozes críticas ao poder.

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