Rafael Guimaraens autografa romance policial e obra infantil na Feira do Livro

Rafael Guimaraens autografa romance policial e obra infantil na Feira do Livro

Pela editora Libretos, obras “1935” e “Bolita de gude” têm lançamento neste domingo, às 17h30min

Correio do Povo

Parte da capa do livro 'Bolita de gude – memórias de infância', ilustrado por Moa Gutterres

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O escritor e jornalista Rafael Guimaraens estará neste domingo, dia 14 de novembro, na 67ª Feira do Livro de Porto Alegre, apresentando suas novas obras, pela editora Libretos. Seu primeiro romance policial, “1935” (336 páginas) traz a marcante reconstituição de ambientes, diálogos e cenas sobre disputas políticas, crimes, perseguições e atos de exploração de mulheres na cidade, no momento absolutamente dominado pela exposição do Centenário da Revolução Farroupilha naquele ano, no Parque da Redenção, antecipando a tensão permanente da eclosão da II Guerra Mundial.  

Boa parte da escrita ocorreu durante a pandemia, em uma circunstância de isolamento e sentimentos à flor da pele, o que, por certo, se reflete na narrativa: a cidade se anima com a Exposição, Dyonélio Machado sonha com a revolução, Apparício Cora de Almeida investiga quem matou Waldemar Ripoll e a chanteuse francesa Juliette quer esquecer o passado. Envolvido até o pescoço num redemoinho de mistério e paixão, o repórter Paulo Koetz terá a oportunidade de se transformar em protagonista de sua própria vida. Em 2020 o livro foi lançado virtualmente e agora o público poderá encontrar o autor na Praça da Alfândega. 

Em "Bolita de gude – memórias de infância" (36 páginas), ilustrado por Moa Gutterres, narra uma história repleta de nostalgia. Gabriel vai passar um fim de semana com seus avós, mas enfrenta um dilema que deverá solucionar na volta à escola. Ao notar a preocupação do menino, o avô mostra a ele os “tesouros” de sua infância, que guarda em um baú: álbuns de figurinhas, gibis, bola de futebol, taco, time de botões e as bolinhas de gude. “Se ninguém o abrir para organizar, reviver, reinventar, esse baú de memórias perderá a função de materializar os sonhos de um tempo perdido.” Então, o avô ensina o neto a jogar bolita e conta um episódio de sua infância relacionado ao jogo. A experiência transmitida pelo avô dará coragem a Gábi para enfrentar o seu problema.

Os games preferidos de Rafael Guimaraens, quando criança, eram futebol e taco na rua, botão e pega-varetas na sala. Na frente de sua casa - na rua Dinarte Ribeiro, 26 -, em um trecho de terra, entre a calçada e o meio-fio, era o playground da garotada da época. Esta história agora não vai morrer porque ficou na memória, assim como a águida, a bolita mais bonita, que, segundo Rafael, ilumina as nossas vidas para sempre.

Sobre o autor

Rafael Guimaraens nasceu em Porto Alegre em 1956. Em 1997, escreveu "O Livrão e o Jornalzinho" (Editora Tchê, reedição em 2011 pela Libretos). Nos anos seguintes, lançou "Pôrto Alegre Agôsto 61", "Trem de Volta", "Teatro de Equipe" (com Mario de Almeida), "Tragédia da Rua da Praia", "Abaixo a repressão – Movimento estudantil e as liberdades democráticas" (com Ivanir Bortot), "Teatro de Arena – Palco de resistência", "A enchente de 41", "Unidos pela liberdade!", "A dama da lagoa", "O sargento, o marechal e o faquir", "20 relatos insólitos de Porto Alegre", "Fim da linha – o crime do bonde", "O espião que aprendeu a ler" e "1935", além dos álbuns "Rua da Praia – um passeio no tempo", "Mercado Público – palácio do povo" e "Águas do Guaíba", todos pela Editora Libretos. Coordenou a edição do livro "Coojornal – um jornal de jornalistas sob o regime militar" (2011). Desde que começou a escrever, participa de programas de leitura nas escolas (Adote um escritor, Autor Presente e Lendo pra Valer), onde conquistou dezenas de amigos. Pensando neles, escreveu "Bolita de gude".

 


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