José Wilker assina a direção e Miguel Paiva, a tradução do texto de Dan Gordon, na peça com Fernanda Paes Leme, Roberto Lobo, Jaime Leibovitch e Sara Valadão. Charlie é um vendedor de carros de Los Angeles, que não tem a mínima habilidade para se relacionar, à espera da herança de seu pai, doente. Quando descobre que o irmão mais velho, Raymond é o único beneficiado, tenta salvar sua parte. Vai na instituição em que Raymond viveu a maior parte da vida internado e o sequestra, criando uma relação complexa com ele, que apesar de ter enorme apego à rotina, por sua condição de autista, possui grande capacidade de memorização e raciocínio numérico.
Logo se aproveitará do talento do outro com números, na viagem que empreenderão a Las Vegas, passando a obter ganhos no jogo. A oportunidade será perfeita para Charlie conhecer o amor incondicional, surpreendendo seu espírito prático e insensível e para Raymond vislumbrar um mundo além das portas do hospital, passando ambos a superarem lembranças do passado e problemas do presente. 'É uma peça que, embora tenha uma personagem que sofre de uma determinada síndrome, fala principalmente de afetos. Ou dos caminhos tortuosos que o afeto percorre até se realizar como tal', define Wilker. Após a sessão de sábado haverá o debate 'Teatro e Transformação', com presença do elenco e um representante da Associação Brasileira de Terapia Familiar (Abratef).