A cena inicial mostra os dois casais tentando redigir um texto sobre o ocorrido, ainda com civilidade. As diferenças entre os quatro e entre os casais ficam claras. Penelope escreve que Zachary estava "armado com um bastão". Alan a interrompe, "carregando um bastão". Ao mesmo tempo em que os pais do filho agredido querem mais que desculpas, o casal visitante quer resolver o assunto rápido para sair de lá. Ao melhor estilo de peças como "Entre Quatro Paredes", de Jean-Paul Sartre, todos têm algo sórdido a revelar naquela convivência forçada.
A mulher de Alan, Nancy, é uma corretora de investimentos e cordial. Alan é sarcástico. Penelope é escritora, envolvida com arte e quer justiça, enquanto o marido Michael é contemporizador, mas já fez parte de gangue quando jovem, exemplo que o filho vinha seguindo. Entre um café e as diferenças de visão de vida e de gênero, os dois casais acabam botando para fora o deus da carnificina, aquilo que eles querem realmente falar para resolver o problema. Assim, Polanski faz um filme contundente, auxiliado pelo texto de Yasmina, como um grande acerto de contas entre quatro paredes.
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