A juíza de instrução no caso do rapper Sean 'Diddy' Combs, acusado de tráfico sexual, associação criminosa e de promover a prostituição, decretou sua prisão até a realização do julgamento, constatou a AFP.
Após meses de investigações a partir de várias denúncias de abuso sexual e estupros, Combs, de 54 anos, foi preso na segunda-feira e nesta terça, 17, foi posto à disposição da justiça em um tribunal de Manhattan, onde a juíza Robyn Tarnofsky leu as acusações contra ele e decretou sua prisão preventiva.
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“Durante décadas”, Sean Combs “abusou, ameaçou e coagiu mulheres e outras pessoas ao seu redor para satisfazer seus desejos sexuais, proteger sua reputação e ocultar suas ações”, diz o documento da acusação, que o acusa de usar seu "império” musical para atingir seus objetivos. O promotor Damian Williams disse à imprensa que Combs construiu um sistema baseado na “violência’ para obrigar as mulheres a “longas relações sexuais com garotos de programa”, sob efeitos de drogas como ecstasy GHB (a droga dos estupradores) e cetamina, e que o rapper “gravava”. “Quando não conseguia o que queria, era violento (...) chutava e arrastava as vítimas, às vezes pelos cabelos”, disse o promotor.
Um vídeo de uma câmera de segurança em um hotel que foi divulgado em maio mostra Combs agredindo fisicamente sua namorada da época, a cantora Casandra Ventura, conhecida artisticamente como Cassie, e arrastando-a pelo cabelo para o quarto do qual tentava fugir. Uma denúncia de Cassie no final do ano passado iniciou a queda do magnata, a quem acusou de submetê-la por mais de uma década a coerção física e drogá-la, além de estuprá-la em 2018.
O processo foi rapidamente resolvido fora do tribunal, mas uma série de denúncias de agressão sexual se seguiu, incluindo uma apresentada em dezembro por uma mulher que alegou que Combs e outros a estupraram em grupo quando ela tinha 17 anos.
Vários processos civis o descrevem como um predador sexual violento que usava álcool e drogas para subjugar suas vítimas. Seu advogado, Marc Agnifilo, disse que seu cliente se declararia “inocente” das acusações.