Muito aplaudida na edição 2014 do Festival Internacional de Cinema de Toronto (Tiff), Reese mostrou-se simpática e profunda na coletiva de imprensa. Com olhar cativante e discurso maduro, nem seu rosto de menina diminui a intensidade de suas ideias. “Amadureci muito com este trabalho e, realmente, me senti livre”, resumiu.
O filme é baseado no livro homônimo e autobiográfico que a verdadeira Cheryl Strayed lançou há três anos e que se tornou um best-seller publicado no Brasil pela Objetiva, no ano passado. Quem leu o livro poderá perceber que o trabalho final do escritor e roteirista Nick Hornby (de “Alta Fidelidade”) inverte a ordem de acontecimentos, como o da morte da mãe (na trama, interpretada por Laura Dern).
São quase duas horas de caminhada de Cheryl, encontrando-se diante de dificuldades reais, como a falta de água ou de comida quente. No meio do caminho, o espectador acompanha lembranças da jovem, que segue sua trilha com belíssimas imagens do diretor de fotografia, Yves Bélanger. Depois de “Livre”, Reese já fez “Wish List”; “Don’t Mess With Texas”, “Vício Inerente” e “A Boa Mentira”. Todos inéditos por aqui.
Assita ao trailer de "Livre":